Há jogadores que vestem a camisa do clube e marcam época. Mesmo que a passagem não seja tão longa assim, uma ou duas temporadas, eles criam uma identificação tão grande com o clube e os torcedores sempre sonham com sua volta, mesmo que já tenham se passado anos desde sua saída e se animam que a mais remota possibilidade de volta, as vezes até mesmo criando campanhas nas redes sociais para tentar convencer o bom filho a retornar à casa.

A bola da vez agora é o meia Diego. Depois de ter sido alvo de ferozes protestos da torcida do Flamengo, tanto no aeroporto Tom Jobim no Rio de Janeiro, quanto em sua chegada em Fortaleza, onde neste domingo o Rubro-Negro encara o Ceará, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, além de durante a semana pichações nos muros da sede do clube exigirem sua saída, a torcida do Santos iniciou uma campanha para que ele volte à Vila Belmiro, onde foi revelado e conquistou o título de campeão brasileiro em 2002 e foi finalista da Copa Libertadores da América do ano seguinte.

Publicidade

Com a hashtag 'VoltaProPeixão' os torcedores postaram várias mensagens nas redes sociais pedindo a volta do jogador, que com a camisa alvinegra disputou entre os anos de 2002 e 2004 127 partidas pelo Peixe e anotou 35 gols.

Vida após o Peixe

Depois de deixar o Santos na metade de 2004, Diego foi para o Porto, onde ficou por duas temporadas marcando apenas sete gols em 63 jogos. Depois foi comprado pelo Werder Bremen, clube onde teve mais longevidade na Europa, tendo disputado 137 partidas e marcado 55 gols.

Por lá foi campeão da Copa da Liga Alemã logo em sua primeira temporada e na temporada seguinte vice-campeão da Bundesliga.

Após três anos na Alemanha, Diego se mudou para o futebol da Itália, onde defendeu a poderosa Juventus. Depois de um bom começo no novo clube, com gols e assistências, sofreu uma contusão que o afastou por algumas semanas e quanto retornou não conseguiu ter a mesma sequencia.

Retornou ao futebol alemão na temporada seguinte para defender o Wolfsburg, porém durante sua passagem por lá acabou emprestado ao Atlético de Madrid, time que voltou a jogar, agora em definitivo, em 2014, mas naquele mesmo ano foi para o Fenerbahçe, seu último clube no Velho Continente, antes de acertar com o Flamengo, onde chegou com status de grande estrela, porém a falta de títulos de expressão e a má fase do clube neste começo de temporada o transformou em um dos principais alvos dos protestos.

Publicidade