Com a impossibilidade de se deslocar para Sucre devido aos protestos por conta dos royalties de petróleo, o Fluminense [VIDEO] foi obrigado a modificar a sua programação, visando o compromisso de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana na quinta, às 21h45 (de Brasília), diante do Nacional Potosi, na casa do adversário.

Na quarta, o Tricolor realizará um treinamento em Santa Cruz de La Sierra, cidade boliviana localizada a nível do mar. A viagem para Potosi, que fica a uma altitude de quatro mil metros, só ocorrerá horas antes do início do jogo. Além disso, como aquela região só possui um aeroporto de pequeno porte, jogadores e comissão técnica serão obrigados a utilizar mais de um voo para realizar o trajeto aéreo.

Como um alento para superar as enormes dificuldades, o Fluminense [VIDEO] contará com dois importantes retornos. Poupados da vitória de 2 a 1 sobre o Vitória-BA, em Salvador, pelo Campeonato Brasileiro, o zagueiro Gum e o lateral-esquerdo Ayrton Lucas ficam à disposição do técnico Abel Braga. Além disso, o Tricolor tem uma grande vantagem para administrar, pois, no jogo de ida, realizado no dia 11 de abril, no Maracanã, derrotou o Nacional Potosi pelo placar 3 a 0. Dessa forma, os cariocas avançam até perdendo por dois gols de diferença. Se balançar as redes, a equipe das Laranjeiras se classifica com uma derrota de três gols. Caso os bolivianos devolvam o resultado da primeiro encontro, haverá disputa de pênaltis.

Esta é a sexta participação do Fluminense na história da Copa Sul-Americana.

Em 2003, na sua estreia, o Tricolor eliminou Atlético-MG e Corinthians, mas sucumbiu diante do São Paulo. Dois anos depois, iniciou eliminando o Santos e, em seguida, passou pelo Banfield, da Argentina. Na sequência, porém, acabou sendo eliminado pela Universidad Católica, do Chile, clube onde atuava Dario Conca, meia argentino que, posteriormente, viraria ídolo da própria agremiação das Laranjeiras.

A terceira participação veio em 2006 e, de cara, um velho conhecido: o Botafogo. Após dois empates de 1 a 1, o Fluminense eliminou o rival com uma vitória de 4 a 2 nos pênaltis. A alegria durou pouco. Na segunda fase, o time esbarrou na sólida defesa argentina do Gimnasia Y Esgrima e, mais uma vez, fracassou no torneio.

Chegou o ano de 2009 e, com ele, a melhor campanha na Sul-Americana. Logo na primeira fase, a euforia de conseguir a vaga diante do adversário mais tradicional, o Flamengo. Depois do Rubro-Negro, Alianza Atlético, do Peru, Universidad de Chile e Cerro Porteño, do Paraguai, não foram páreos e o Fluminense estava na final.

No entanto, a LDU de Quito, que, na temporada anterior, já havia frustrado o sonho da Taça Libertadores, voltou a ser a algoz tricolor em um Maracanã lotado.

Vexame maior em 2014. Ainda na primeira fase, o Fluminense decepcionou a sua torcida ao ser eliminado pelo Goiás. A última participação aconteceu na temporada passada e, depois de passar por Liverpool-URU, Universidad Católica de Quito e vingar-se da LDU, o Tricolor até fez dois clássicos bem equilibrados, mas parou nas quartas-de-final diante do Flamengo.