Pelas últimas auditorias feitas no Vasco [VIDEO], com Campello assumindo a presidência do clube, chega-se ao torcedor o verdadeiro campo minado que o Gigante da Colina se encontra. Pelo balanço financeiro que se foi obtido é possível concluir que o endividamento do time carioca chegou ao final da temporada de 2017 a R$557 milhões.

A grande incógnita existente diz respeito à autenticidade desses dados. Isso porque a diretoria do presidente Campello não conseguiu sequer provar à auditoria que o time possuía nos cofres bancários uma quantia de R$ 932 mil, no último dia do mesmo ano, data de fechamento das análises financeiras.

Isso se estende à impossibilidade que o mesmo grupo teve em provar que contratou documentações capazes de confirmar cerca de R$ 208 milhões como dívida com o governo federal. Entra no mesmo nicho cerca de R$ 146 milhões devidos a instituições financeiras, e R$ 124 milhões em dívidas trabalhistas.

Qual o tamanho da dívida?

A grande verdade é que nada daquilo que consta na documentação confeccionada por Campello e sua equipe pode ser dito como confiável, da mesma maneira com que não eram confiáveis também os valores informados pelos seus antecessores Eurico Miranda e Roberto Dinamite. Onde estaria então a dívida do Vasco da Gama? Ultrapassada a marca de R$ 1 bilhão? Não se sabe afirmar com precisão.

Alexandre Campello, presidente do Vasco desde o início de 2018, convocou uma coletiva de imprensa no início deste mês (maio), com a obrigação de explicar a renúncia de 12 dos seus vice-presidentes, necessitando também apresentar o balanço financeiro que sua diretoria tinha terminado de elaborar.

A rotina do médico e agora presidente da instituição, Alexandre Campello se vê emergida em uma profunda crise política e financeira. Divulgou aos jornalistas que, após realizar as intervenções e demissões necessárias no departamento financeiro do clube, passou a sofrer retaliações de aliados que teriam o apoiado durante o processo eleitoral.

Embora o balanço financeiro da atual gestão tenha apresentado uma análise bem específica de vários dados, ela está longe de chegar próximo à transparência de fato necessária. Introduzindo o documento, uma carta de 15 páginas é regida, abordando os problemas financeiros e administrativos sob a ótica do novo presidente, que acaba de chegar ao seu cargo. A sua promessa é de uma gestão moderna e profissional, com um profundo trabalho de retomada da imagem do clube.

Em linhas gerais, Campello chega ao Vasco com, de acordo com a própria análise de sua diretoria, um déficit de R$ 118 milhões na temporada, com uma previsão de superávits de R$ 3 milhões em 2019 e R$ 31 milhões em 2020.