O novo modelo do Mundial de Clubes planejado pela FIFA (Federação Internacional de Futebol), maior entidade do futebol mundial, ganha força. Os principais jornais de esporte da Europa divulgaram mais informações nessa terça-feira (15).

O novo torneio deve substituir o atual, que ocorre ao final do ano, com a participação de oito clubes e a Copa das Confederações, jogada um ano antes da Copa do Mundo [VIDEO] no país que sedia o Mundial de seleções. O maior desafio da instituição é atrair a atenção do mercado europeu para o torneio, o que não ocorre no atual formato.

Para isso, a Fifa contará uma receita milionária, que pode passar dos 3 bilhões de euros (mais de 13 bilhões de reais).

Este valor supera a receita da Champions League.

O mundial terá a participação de 24 clubes, sendo 12 clubes da Eufa (União das Federações Europeias de Futebol). Dessa feita, 12 dos melhores times do continente disputarão uma reduzida Champions Legue dentro de um mundial, o que deve ser outro atrativo para o mercado europeu.

Além dos 12 clubes do Velho Continente, completarão o torneio 4 times da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) e representantes da Ásia, África e a Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), com duas vagas cada, além de um representante do país sede, que seria o campeão nacional.

O clubes seriam divididos em oito grupos com três cada. O melhor de cada grupo se classificaria para as quartas de final, posteriormente ocorreriam as semifinais e final, num total de 31 jogos.

Clubes como, Barcelona, Real Madrid, Manchester United, Manchester City, PSG, Bayern de Munique e Juventus já demonstraram apoio ao novo torneio, segundo a imprensa europeia. Isso dá enorme impulso à competição que deve ter a primeira edição em 2021, ano que antecede a Copa do Mundo da Fifa a ser jogada no Catar.

Não necessariamente a competição ocorrerá no país que irá sediar o Mundial de Seleções, mas será rotativo. O novo torneio será jogado no mês de junho, tal qual ocorre com a Copa das Confederações.

A participação dos times sul-americanos

A América do Sul terá quatro representantes. Ao que tudo indica os semifinalistas da taça Libertadores da América do ano anterior ao Mundial da Clubes, fato a ser confirmado pela Conmebol, órgão máximo do futebol sul-americano.

O torneio contará com uma divisão da receita solidária, beneficiando os 12 clubes fora da Europa para cobrir e incentivar os times mais fracos economicamente do que os times europeus. Os clubes sul-americanos dão muito valor ao atual Mundial de Clubes.

Esse é o maior objetivo de todos que jogam a taça Libertadores da América. Afinal, esta é a única oportunidade de rivalizar com os grandes clubes da Europa.

Com o formato curto, são apenas três jogos para se sagrar campeão do mundo. Com isso, os clubes sul-americanos têm suas chances aumentadas. Desde que começou a ser jogado, no ano de 1961, 16 clubes da região já conquistaram o Mundial, totalizando 27 títulos, contra 31 dos times europeus, um placar bem equilibrado dado o grande poderio econômico dos times do Velho Continente frente aos times sul-americanos.

O Mundial começou a ser jogado em partida única, sendo disputada entre o campeão da Libertadores da América e o campeão da Champions League [VIDEO]. Esse formato foi alterado no começo deste século.

A Fifa fez um torneio teste em 2000, no Brasil, com a participação de oito clubes divididos em dois grupos. O Corinthians, que na época era bicampeão nacional, foi o grande vencedor do torneio.

Desde 2005, esse vem sendo o modelo usado, ou seja, com oito times. Os representantes da Europa e da América do Sul entram nas quartas de final, jogando dois jogos até a final. Resta saber se, com o novo modelo, os times sul-americanos conseguirão disputar de igual pra igual como os times europeus.