Na manhã deste sábado, o Fluminense se reapresentou após a heroica classificação na Copa Sul-Americana e iniciou os seus preparativos para o clássico carioca da quinta rodada do Campeonato Brasileiro na próxima segunda, às 20h (de Brasília), no Nilton Santos, diante do Botafogo. Os atletas mais desgastados por conta da derrota de 2 a 0 para o Nacional Potosi, na Bolívia, na última quinta, ficaram na academia do CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, para um trabalho regenerativo. Enquanto isso, o restante do grupo foi a campo para um treino tático em campo reduzido seguido de uma longa atividade de finalizações e, para encerrar, jogadas de bola parada.

No domingo, pela manhã, haverá novo treinamento no CT Pedro Antônio. O time segue sendo um mistério, mas existe a possibilidade de o técnico Abel Braga realizar três modificações em relação à partida anterior. Na defesa, o jovem Frazan pode perder a vaga para Nathan Ribeiro, bastante elogiado no triunfo de 2 a 1 do domingo passado, no Barradão, sobre o Vitória-BA, ou Roger Ibañez, que sofreu uma lesão muscular na primeira rodada do Brasileirão, quando o Tricolor foi derrotado, em São Paulo, pelo Corinthians. No meio, Jádson, reclamando de cansaço, tem chance de ser preservado. Nesse caso, Dodi ganharia uma oportunidade ao lado de Richard e Junior Sornoza. No ataque, Marcos Junior, que não enfrentou o Nacional-BOL por ter sentido os efeitos dos quatro mil metros de altitude de Potosi, deve, novamente, formar dupla com Pedro.

Existe, porém, a chance de Pablo Dyego ser mantido ou Robinho, que vem apresentando bom rendimento quando entrou, ser escalado desde o início.

O torcedor do Fluminense [VIDEO] já pode adquirir o seu ingresso a R$ 50 (inteira) ou R$ 25 (meia) na sede das Laranjeiras. Por ser visitante, o Tricolor terá direito a apenas 10% da carga total de entradas disponibilizadas, algo em torno de três mil bilhetes.

Guerra política e crise financeira causam saída de dirigente

Paralelo ao momento bom dentro das quatro linhas, fora delas, o clima permanece quente em Álvaro Chaves. Na sexta, todos foram surpreendidos com o anúncio da dispensa do CEO Marcus Vinícius Freire, que trabalhou no Fluminense por cerca de nove meses. Oficialmente, a saída do então dirigente veio em comum acordo com o presidente Pedro Abad, mas, de acordo com o Uol Esporte, a situação foi mais um capítulo da crise política por que passa a agremiação das Laranjeiras.

Segundo o portal, criticado por opositores por conta de seu alto salário e minado pela crise financeira que assola o clube, Marcus Vinícius se viu isolado para implantar a sua metodologia de administração.

Ainda não se sabe se outro profissional será contratado.

Eleito em 2016 e empossado no início de 2017, Abad viveu poucos momentos de tranquilidade na presidência do Fluminense [VIDEO]. Segundo os críticos, o seu discurso de austeridade financeira para justificar o baixo investimento e o corte de custos no futebol é contraditório quando se observa gastos excessivos em outros setores, como no departamento de Esportes Olímpicos. Recentemente, o "Unido e Forte", um dos grupos de apoio da atual gestão, retirou o seu apoio e vem pedindo a saída do mandatário, que, por enquanto, tem, como principal base de apoio, a Flusócio.