O Santos enfrentou um jogo duríssimo nesta terça-feira (1º), no Uruguai, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. Tão ruim quanto a derrota por 1 a 0, o que acabou não mudando a situação do time no grupo 6, uma vez que já entrou em campo classificado e segue na liderança isolada, o risco de perder Rodrygo para o jogo diante do Grêmio, no próximo dia 6, após o atleta receber uma falta violenta, deixou o técnico Jair Ventura bastante irritado. Em entrevista coletiva dada após a partida, o treinador santista externou toda sua insatisfação contra a violência do time adversário.

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“A minha maior preocupação nem foi a derrota, mas a lesão do Rodrygo”, disse Jair, que lamentou que a “técnica fosse parada com violência”. Ele chamou a atenção para o fato de que as equipes que jogam a Libertadores marcarem forte e pararem as jogadas com violência e torce para que seu jogador não tenha sofrido nada de mais grave.

O lance que gerou grande reclamação por parte de Jair aconteceu aos 28 minutos da etapa complementar, quando Fucile deu uma dura entrada no jogador santista, que precisou ser substituído.

Ele assistiu ao restante da partida sentado no banco de reservas e com uma bolsa de gelo no local da pancada. Se não puder atuar domingo, Arthur Gomes será jogará como titular. Lembrando que o time ainda pode não contar com Eduardo Sasha, que desfalcou o Peixe nas duas últimas partida da Libertadores por conta de um problema e ainda não é garantido que ele esteja pronto para o duelo em Porto Alegre.

Mesmo com o resultado adverso, o Santos segue líder da chave, com seis pontos ganhos, um a mais que o próprio nacional.

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O time volta a campo pela competição somente no dia 24, quando recebe o Real Garcilaso, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, onde buscará também garantir o primeiro lugar da chave.

Declaração repugnante

Jogador responsável por tirar Rodrygo de campo, e talvez do jogo contra o Grêmio, o lateral-esquerdo do Nacional, Fucile admitiu que tinha mesmo a intenção de tirar o jogador santista da partida na base da violência após ser humilhado pelo garoto ao levar três canetas.

“Pela primeira vez na história tomei três canetas”, disse o jogador tentando justificar o injustificável, mas o pior ainda estava por vir.

“Não havia outra maneira de tirá-lo do campo. Eu o tirei e aí o jogo ficou tranquilo”, falou o jogador sem o menor pudor.

Ao tomar conhecimento das declarações, o Santos divulgou um manifesto de repúdio e estuda pedir algum tipo de punição ao jogador uruguaio.