Depois de duas derrotas consecutivas, contra Luverdense e São Paulo, pela Copa do Brasil e pelo Campeonato Brasileiro, respectivamente, ambas fora de casa, o Santos busca nesta quarta-feira (23) voltar ao caminho das vitórias quando recebe o Real Garcilaso, às 19h15, na Vila Belmiro, pela última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores da América. A equipe santista busca um resultado positivo para garantir a primeira colocação do grupo 6 e assim ter a vantagem de fazer a partida de volta das oitavas de final em casa.

Para esse jogo, o técnico Jair Ventura não poderá contar com alguns atletas que estão entregues ao departamento médico, como é o caso de Arthur Gomes, que se machucou no jogo contra o Luverdense, e também o volante Alison, que deixou a partida contra o São Paulo direito para um hospital, onde fez exames no joelho e teve sua quinta lesão no local constatada.

Léo Cittadini é outro que também está fora.

Além deles, o treinador já descartou a utilização de Bruno Henrique, que apesar de não sentir mais dores na coxa, ainda levará mais algum tempo para ser liberado a voltar a jogar. Ele deve começar a trabalhar com bola essa semana. “Ele volta a treinar com bola essa semana. Vai ficar muito em cima, precisa de uma readaptação em campo”.

Bruno Henrique praticamente ainda não estreou na temporada. Contra o Linense, na primeira rodada do Campeonato Paulista, jogou menos de dez minutos. Contra o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro [VIDEO], jogo que marcou sua volta, foram apenas 22 minutos em campo e nova contusão, desta vez uma lesão na coxa.

Alison

A notícia ruim neste final de semana foi a lesão do volante Alison, que pela quinta vez em sete anos machucou o joelho.

Ainda são aguardados os resultados dos exames para saber a gravidade da lesão.

O drama do jogador começou em seu primeiro jogo como profissional, em 2011, quando rompeu os ligamentos na partida diante do Cruzeiro. Durante o processo de recuperação, já na fase de transição, voltou a romper os ligamentos. Só esses duas contusões afastaram o jogador dos gramados por um ano e oito meses.

Em 2015, curiosamente diante do São Paulo, sofreu a terceira lesão, o que lhe deixou afastado por mais oito meses. Voltou a jogar em 2016, mas sua volta durou apenas dez partidas, até vir a quarta lesão, quando desta vez foi preciso apenas uma artroscopia. Ele foi liberado em novembro e sem espaço no time, foi emprestado em 2017 ao Red Bull Brasil, onde teve boa passagem, participando de 14 dos 15 jogos feitos pelo time dos energéticos no Campeonato Paulista. Ao retornar à Vila Belmiro, se firmou na equipe titular e ganhou até a braçadeira de capitão.