Foi no sufoco e na garra. Diante do frio e dos quatro mil metros de altitude de Potosi, o Fluminense, baseado na vitória de 3 a 0 alcançada no Maracanã, conseguiu assegurar a classificação para a segunda fase da Copa Sul-Americana, mesmo sendo derrotado, na noite desta quinta-feira, pelo Nacional Potosi, da Bolívia, por 2 a 0.

O próximo adversário do Tricolor das Laranjeiras no torneio continental será definido apenas no próximo dia 04 de junho através de sorteio na sede da Conmebol, no Paraguai.

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Antes, na segunda que vem, o time dirigido por Abel Braga retorna ao Campeonato Brasileiro, enfrentando, a partir das 20h (de Brasília), no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, um de seus adversários mais tradicionais, o Botafogo.

Antes de o jogo começar, o técnico Abel Braga foi obrigado a escalar Pablo Dyego no ataque ao lado de Pedro, já que Marcos Júnior precisou ser sacado por sentir os efeitos da altitude. Quando a bola rolou, como esperado, o Nacional, valendo-se da dificuldade de adaptação da equipe carioca, apostou na velocidade pelos lados do campo e finalizações à longa distância.

Mesmo sofrendo com altitude de Potosi, Fluminense avança na Sul-Americana (Foto: Portal Explosão Tricolor)
Mesmo sofrendo com altitude de Potosi, Fluminense avança na Sul-Americana (Foto: Portal Explosão Tricolor)

Por duas ocasiões, o goleiro Júlio César salvou o time carioca de ir para o intervalo em desvantagem no placar. Enquanto isso, o Fluminense só ameaçou com um chute de Pedro, que passou rente ao poste, além de uma chegada de Gilberto pela direita.

Com Marlon no lugar de Ayrton Lucas, que também sentiu os efeitos dos quatro mil metros de altitude, o Fluminense até começou a segunda etapa um pouco mais ofensivo. No entanto, aos seis minutos, depois e uma troca de passes, Reina, aproveitando vacilo da zaga, chutou firme de pé direito, abrindo o placar.

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Precisando de, no mínimo, outros dois gols, o Nacional aumentou o ritmo e, aos 14 minutos, em um pênalti cometido por Jádson, fez o segundo, novamente com Reina.

Vendo a ameaça de uma desclassificação, o Fluminense passou a valorizar o toque de bola. Mesmo assim, quase diminuiu com Pablo Dyego, que recebeu livre, mas finalizou por cima do travessão. Logo em seguida, o camisa 7, bastante desgastado, cedeu a vaga para Robinho, que, pouco tempo depois, teve uma grande oportunidade ao receber passe de Sornoza e chutar cruzado.

A bola, porém, acabou saindo à esquerda da meta do Nacional.

A partir daí, o Nacional aumentou a pressão em busca de mais um gol que levaria a partida aos pênaltis. Demonstrando vontade, o Fluminense soube segurar o ímpeto dos bolivianos e os cinco minutos de acréscimo para garantir a classificação.

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