O Fluminense precisou apenas de metade dos mais de noventa minutos de jogo para derrotar o Atlético-PR por 2 a 0 na noite deste domingo, no Maracanã, encerrar o jejum de quatro anos sem derrotar o rival e subir para o quinto lugar no Campeonato Brasileiro, entrando na zona de classificação da Taça Libertadores do ano que vem.

Com dez pontos e na quinta posição, o Tricolor das Laranjeiras volta acampo no próximo sábado, às 16h (de Brasília), novamente no Maracanã e, no confronto que abrirá a sétima rodada do Brasileirão, enfrentará a Chapecoense. Enquanto isso, o Atlético-PR, que, diante do revés, permanece somando cinco pontos, mas se aproxima perigosamente da zona de rebaixamento para a Série B, terá o clássico estadual contra o Paraná no domingo, às 11h (de Brasília), no Durival de Brito.

Mantendo o seu estilo de toque de bola, o Atlético-PR dava a impressão de que dominaria a partida. Ledo engano. Com um forte poder de marcação e saídas rápidas, o Fluminense criava as melhores oportunidades e poderia ter aberto o placar em dois chutes da entrada da área, um de Pedro e outro de Sornoza.

Aos 23 minutos, a estratégia dos cariocas foi recompensada. Em novo contra-ataque rápido, Jádson tabelou com Gilberto pela direita e finalizou de dentro da área. Santos espalmou, mas a bola tocou no peito do zagueiro Thiago Heleno antes de entrar.

A desvantagem obrigou o Atlético-PR a se lançar ainda mais à frente. Aproveitando os espaços, o Fluminense [VIDEO] continuou a sua forma de jogar e, em nova conclusão de longe de Sornoza, quase ampliou. Aos 35, porém, depois de tiro de meta batido por Júlio César, Pedro ganhou de cabeça tocou para Jádson.

Como um autêntico meia, o volante deu uma bela assistência e Marcos Júnior, dando um leve toque por cima de Santos, fez o segundo do Tricolor.

Sacando José Ivaldo para a entrada de Ribamar, o Atlético-PR [VIDEO] buscou mais profundidade em busca do gol. No entanto, foi o Fluminense que começou assustando em novo chute de Sornoza, que passou raspando a trave esquerda.

Aos poucos, o Tricolor diminuiu o ritmo e até permitiu algumas chegadas do time paranaense. Na mais clara, o atacante Bill, que fazia sua estreia, só não diminuiu porque Júlio César fez uma bela defesa.

Após o apito final, festa dos pouco mais de nove mil presentes ao Maracanã e a certeza de que, se não é um time de craques, o Fluminense mostra, pelo menos, uma equipe capaz de merecer a confiança de seu torcedor. Do outro lado, o então revolucionário Fernando Diniz passa a ter o seu futuro ameaçado no Atlético-PR.