O time do Real Madrid mais uma vez demonstrou sua força e tradição na Champions League 2018 após nocautear o refinado e deferente time do Liverpool, em Kiev, na Ucrânia,por 3 a 1 num jogo que tinha tudo pra ser épico, mas infelizmente fora marcado pela desolação do pequeno faraó Salah, que acabou machucando seriamente o ombro esquerdo num lance intrigante com Sergio Ramos e teve que deixar o grande palco ainda no primeiro tempo sob uma atmosfera de lágrimas e frustração.

A torcida do Liverpool ficou perplexa ao ver aquele triste e doloroso momento, que estava sendo transmitido para o mundo todo, e de repente um dos grande protagonistas daquele momento histórico do Futebol mundial sofre um inesperado do destino, que está muito além das quatro linhas. Talvez alguns amantes do futebol usaram a letra da célebre canção “God”, de John Lennon, para fazer a seguinte pergunta em relação ao time do Liverpool nesta inusitada final: “The dream is over?”.

Apesar da tragédia, o show precisava continuar e quando as cortinas do segundo tempo se abriram, o planeta passou a contemplar um jogo de gigantes ao ver o oportunismo e o foco de Benzema no primeiro gol diante de um vacilo épico do goleiro Karius do Liverpool. Em seguida, o craque Mané, muito atento à partida, responde à altura para o time inglês numa sobra de bola na área, antecipando-se ao goleiro Navas do Real Madrid, empatando a partida e elevando o nível da apoteose.

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O jogo estava disputadíssimo até que o craque Bale entrou e fez um golaço de bicicleta digno de uma pintura renascentista mostrando não só ali para o adversário, mas para o planeta, que o elenco do Real Madrid não tem apenas uma estrela, Cristiano Ronaldo, e sim uma inefável constelação de grandes astros da bola. Essa final já estava marcada pela saída de Salah e pelo oportunismo de Benzema, quando abruptamente Bale manda um super chute bem de fora da área, apesar de forte e aparentemente defensável, o goleiro Karius sela para sempre o destino da partida ao tomar um frango inimaginável para angústia da torcida inglesa e êxtase total da espanhola.

Uma final digna de Champions League, uma aula de futebol dentro e fora de campo para o mundo prestigiar, e apesar das falhas do goleiro Karius e da performance impecável do fabuloso Bale o que definitivamente marcou este jogo foi a entrada insólita de Sérgio Ramos em Mohamed Salah; sucumbindo a cintilante dinastia do pequeno faraó, que teve o seu império interrompido num momento áureo da carreira e deixando dúvidas sobre seu futuro na Copa do Mundo da Rússia.

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