O torcedor corintiano está preocupado com as lesões sofridas após uma série de jogos fora de casa nas últimas semanas. Ralf, Fagner e Renê Junior são desfalques certos para o técnico Fábio Carille nas próximas partidas. Nessa terça-feira, Andrés Sanchez, presidente corintiano, deu uma entrevista ao Seleção, programa do SporTV [VIDEO].

Lá, o mandatário foi questionado sobre os investimentos em reforços, lembrando da chegada do Roger, camisa 9 que a torcida vinha pedindo desde a saída de Jô para o Futebol japonês.

''O Roger chegou. Depois falaram que o Corinthians não estava mais precisando de um camisa 9. Antes estava precisando, mas como o time vinha jogando bem, não precisava mais.

Continuamos fazendo investimentos. Meu modo de investir é diferente dos outros. Não irei trazer jogador medalhão. Seis jogadores que podem crescer muito já foram contratados. Quando Ralf e Paulinho chegaram todos começaram a reclamar'', afirmou.

Os dirigentes estão focando em contratar jovens jogadores, que cheguem sem nenhuma pressão, assim podem ser destacar futuramente. Matheus [VIDEO]Matias, por exemplo, chegou junto ao ABC, se tornando uma das maiores esperanças para o setor ofensivo nos próximos anos. Porém, como Roger chegou, ele deve ter menos chances ainda com o técnico Fábio Carille.

Roger estava no Internacional, porém no time gaúcho não conseguiu uma sequência de jogos, por isso optou por defender as cores do Alvinegro. Lucca, sem espaço com Carille, foi emprestado para o Colorado, onde deve receber mais oportunidades.

Outro tema importante abordado por Andrés Sanchez foi a Arena de Itaquera, que vem sofrendo críticas pela enorme dificuldade encontrada pelo clube em efetuar os pagamentos. Com mais detalhes, o presidente deu um prazo para finalmente quitar a dívida do tão sonhado estádio corintiano.

''Esse problema começou comigo. Isso não é um problema, na verdade, é uma solução, mas será tratado como um problema até resolver essa situação. É o estádio. Hoje, somando tudo, o clube está devendo R$ 1,187 bilhão para a Caixa e para Odebrecht. O custo final da Arena foi de R$ 985 milhões. Nós pegamos esse dinheiro ao BNDES. O fundo criado pegou com a Caixa sendo a repassadora e depois a Odebrecht veio e pôs mais R$ 500 milhões'', afirmou.

Uma rápida solução para o problema da Arena é vista como a oportunidade de tirar o clube da crise financeira que vive. Como não conta com patrocínio e 100% do dinheiro dos ingressos é usado para o pagamento da sua casa, o dinheiro para ser usado no dia a dia é muito menor.