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O empate contra a Suíça [VIDEO] por 1 a 1 na estreia da Copa do Mundo, neste domingo (17), não é de todo mal e não tira o favoritismo do Brasil. Afinal, não perdemos como fez a Alemanha, atual campeã do mundo, contra o México. Não empatamos com um time cujo ranking é tão distante quanto Argentina (5º) e Islândia (22º). Houve nervosismo sim, houve lances polêmicos sim, mas nada justifica os erros cometidos durante o jogo.

O começo do jogo parecia promissor. A seleção pressionava, tinha mais posse de bola e sofria para furar o bloqueio de um time conhecido por sua força defensiva. Mas como diz aquele ditado: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

E furou.

Aos 19 minutos do primeiro tempo, após bola rebatida pela defesa, Coutinho dominou e chutou. Como por capricho, a bola fez uma curva para dentro, bateu na trave e morreu mo gol. Um a zero para o Brasil. Agora era só continuar pressionando. Mas não foi isso que aconteceu.

A seleção recuou, deu espaço para o time suíço respirar, trabalhar a bola e controlar os nervos. Até que aos quatro minutos do segundo tempo, a apatia brasileira foi punida [VIDEO]. O camisa 14, Steven Zuber, subiu sozinho e cabeceou para a rede. No replay, foi visto uma segurada no braço do zagueiro Miranda, seguido de um empurrão. A seleção até reclamou, Neymar e Marcelo apontaram para o telão e pediram que o árbitro mexicano consultasse o VAR (sigla em inglês para Árbitro de Vídeo). Nada feito. Gol validado e bola para frente.

Aos 27 minutos da segunda etapa, outro lance que gerou polêmica. Durante uma disputa de bola, o zagueiro Akanji segurou o avanço do centroavante brasileiro Gabriel Jesus. Assim como no gol da Suíça, os jogadores reclamaram e pediram que o VAR fosse acionado. Não foi, e o jogo continuou.

Após isso, o Brasil saiu para o jogo novamente e voltou a ter controle da partida, mas sem precisão. Fim de jogo. Brasil 1, Suíça também 1.

Erros e falta de pontaria

Vamos nos ater aos erros na jogada que resultou no tento suíço. Em primeiro lugar, Alisson refugou e não foi disputar a jogada no ar. A bola estava na pequena área, local onde a preferência, digamos assim, é do goleiro. Além disso, erros de posicionamento do zagueiro Thiago Silva, postado muito atrás do lance, marcando ninguém, e de tempo de bola do meia Casemiro, que vem em grande fase no Real Madrid.

Outro problema enfrentado pela seleção foi a falta de pontaria. Durante todo o jogo, o Brasil chutou 20 vezes ao gol, mas apenas quatro foram em direção à meta defendida por Sommer.

A Suíça, por sua vez, foi mais precisa. Das seis chutes a gol, dois foram corretos. Em termos estatísticos, enquanto os brasileiros acertaram apenas 20% das finalizações, os suíços acertaram cerca de 33%. Não é tão melhor assim, mas foram mais precisos.

Neymar caçado

Vimos dez faltas cometidas em cima do camisa 10 dos canarinhos e a dor no pé operado. Fato é que Neymar foi caçado em campo. Tocava na bola e pelo menos dois jogadores iam pra cima dele. Em pelo menos três oportunidades, ele perdeu a paciência e reclamou de forma bastante contundente com a arbitragem.

Não é para menos. Das 19 infrações cometidas pelo time suíço, dez foram no menino de ouro do Brasil. A última vez que um jogador sofreu tanto assim foi na Copa da França (1998), quando a Inglaterra jogou contra a Tunísia e o jogador a ser combatido era Alan Shearer.

A Seleção Brasileira volta a campo na sexta-feira, 9h, horário de Brasília, contra a Costa Rica.