Na tarde desta segunda-feira, quase 24 horas depois de ser goleado por 5 a 2 pelo Atlético-MG, em Belo Horizonte, o Fluminense se reapresentou no CT Pedro Antônio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, dando início aos seus preparativos para a 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, a última antes de o certame ser paralisado por conta da Copa do Mundo, na Rússia. Na quarta, a equipe das Laranjeiras recebe, a partir das 19h (de Brasília), no Maracanã, o Santos [VIDEO].

A boa notícia ficou por conta de Gum e Renato Chaves. Poupados no último domingo, os dois zagueiros trabalharam normalmente e praticamente garantiram as suas escalações.

Dessa forma, o técnico Abel Braga contará com quase todo o elenco que tem à disposição. Os únicos desfalques certos são os atacantes Matheus Alessandro, que cumprirá suspensão pelo terceiro cartão amarelo, Marcos Júnior, Felipe e Marquinhos Calazans, estes se recuperando de lesões.

Outra possível ausência é Gilberto. Após sofrer uma entorse contra o Atlético-MG, o lateral-direito se submeterá a um exame de ressonância magnética e sua presença segue sendo dúvida. Se ele for realmente, Abel poderá ser obrigado a improvisar, uma vez que o reserva imediato Léo também se recupera da mesma contusão e não tem retorno garantido.

Como de praxe na volta aos trabalhos, o elenco foi dividido. Os titulares diante do Atlético-MG ficaram na academia para um regenerativo. Enquanto isso, os demais atletas foram a campo e, sob orientação de Abel Braga, fizeram uma atividade tática.

Na terça, o grupo treina no CT Pedro Antônio na parte da tarde. Há quatro jogos sem vitórias e sofrendo três derrotas consecutivas, o Fluminense, somando 14 pontos, depois de ocupar a vice-liderança, caiu para o 11º lugar no Brasileirão.

Ex-vice de futebol critica atual diretoria: "Falta de transparência"

O mau momento pelo qual atravessa o Fluminense na temporada vem esquentando ainda mais os bastidores da sede de Álvaro Chaves. Em entrevista concedida à Rádio Brasil, Alcides Antunes, vice-presidente de futebol do Tricolor em duas ocasiões (1994/1995 e 2010/2011), não poupou críticas à atual gestão. Segundo ele, o presidente Pedro Abad e demais membros da diretoria pecam pela falta de transparência e reconhece temer pelo futuro do clube das Laranjeiras.

"Não tem transparência no clube. Estou muito preocupado com o Fluminense. [VIDEO] Eles têm que tomar uma providência urgente. A Flusócio está acabando com o clube. Eu vou brigar até o final, mas não vou deixar acabarem com o Fluminense", declarou.

No último domingo, em um almoço promovido pelo grupo Tricolor de Coração em Petrópolis, cidade da região serrana do Rio de Janeiro, Mário Bittencourt, ex-advogado do Fluminense, oficializou a união com Celso Barros, ex-presidente da Unimed, empresa médica que entre 1999 e 2014 foi patrocinadora master e responsável pelos grandes investimentos no futebol profissional, para formar um bloco de oposição a Pedro Abad. Além dos dois, o novo grupo conta com Ricardo Tenório, homem-forte do Tricolor nos anos de 2009 e 2014.