Pouco mais de uma semana de sua morte, ocorrida em 08/06/2018, as homenagens a Maria Esther Bueno prosseguem.

Os organizadores de Roland Garros foram os primeiros, já que a consagrada tenista brasileira morreu durante a realização do torneio na França. Muitos aplausos.

Agora chegou a vez dos britânicos demonstrarem as boas lembranças acerca de Maria Esther: o portal oficial de Wimbledon publicou a história da inigualável esportista, dando destaque aos cinco títulos que venceu em solo inglês.

O site de Wimbledon lamenta a morte de Maria Esther Bueno aos 78 anos, que não conseguiu curar o câncer que se alastrou para o seu corpo.

De acordo com o texto, ela tinha qualidades como a humildade, a graça e a inventividade quando disputava as partidas de Tênis. Isso não só foi percebido nos anos 50, como se estendeu por outras décadas.

Para os fãs de tênis e curiosos, o portal disponibilizou uma generosa galeria de fotos com Maria Esther em plena ação.

Outro ponto importante levantado pelos ingleses foi que a brasileira foi a única tenista latino-americana a vencer um título no All England Club.

Mais do que a Bailarina do Tênis

Apelidada como a “Bailarina do Tênis”, Maria Esther Bueno recebeu essa alcunha pelo fato de jogar com plasticidade e leveza nas quadras, sem esquecer a sua habilidade com a raquete.

Para nós, brasileiros e especialmente para aqueles que tiveram a oportunidade de acompanhá-la ao vivo ou pelas notícias da época, ela significou a quebra de certos pensamentos. Significou o sucesso num esporte que até hoje se considera como elitista e de pouca representatividade em terras tupiniquins.

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Famosos Mulher

E o que falar dos 589 títulos ganhos em toda a sua carreira? Assim, não dá para esquecê-la. Porque é e foi uma lenda viva.

Basta recordar que, por quatro vezes, ficou no topo do ranking dos Melhores Tenistas do Mundo, entre os anos de 1959 e 1966.

Não é à toa que os coordenadores de Wimbledon façam uma justa homenagem àquela que, aos 19 anos, venceu o seu primeiro “Grand Slam” justamente na Inglaterra.

Mais impressionante foi em 1960: quando ganhou todos os torneios de “Grand Slam” na modalidade de duplas.

Resolveu parar nos anos 70 e, nessa mesma década, em reconhecimento ao seu brilhantismo, entrou para o “Hall da Fama” – em 1978.

Últimos anos

Após sair de cena, Maria Esther ainda batia a sua bolinha num clube de tênis localizado em São Paulo. Consciente do câncer, achou melhor não fazer quimioterapia.

Não deixou filhos, mas deixou uma legião de fãs e admiradores.

Centenas. Milhares pelo mundo todo. Para finalizar, vai uma história do que Maria Esther tinha em talento: em 2012, o tenista suíço Roger Federer estava de passagem pelo Brasil, finalizando sua turnê de jogos daquele ano. Ele pediu um encontro com Maria Esther Bueno. Claro que o encontro foi parar na quadra e os dois jogaram. Roger queria conferir de perto o famoso “backhand” da tenista. Perguntado como foi jogar com Maria Esther, o suíço mencionou que sua maneira de jogar permanecia “incrível”.

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