Não é apenas no futebol brasileiro que as trocas de treinadores são praticamente automáticas após um resultado negativo ou a queda em uma competição. A primeira fase da Copa do Mundo da Rússia [VIDEO] terminou nesta quinta-feira (28), mas dois treinadores já subiram no avião de volta para casa sabendo que desembarcarão desempregados. Outros ainda correm sério risco.

O primeiro a ganhar bilhete azul foi o argentino Héctor Cúper, que foi desligado da seleção tão logo terminou a decepcionante participação do Egito na Copa. Ele, que estava na seleção desde 2015, não resistiu às três derrotas na fase de grupos, que fizeram o time de Salah terminar a competição sem marcar um ponto sequer.

Outro que não seguirá comandando sua seleção será Bert van Marwijk, que dirigiu a Austrália como 'técnico tampão'. Isso porque ele foi contratado em uma emergência, após a saída de Ange Postecoglou, treinador que levou o time ao título da Copa da Ásia em 2015. O substituto de Bert já foi anunciado: Graham Arnold. Lembrando que, apesar de ser da Oceania, a Austrália se filiou à Federação da Ásia, por isso disputa as eliminatórias por esse continente.

Rumores sobre técnicos ameaçados

Campeão do mundo em 2014, Joachim Low era considerado um dos melhores técnicos do mundo até o início do Mundial, porém nem isso pode ser suficiente para mantê-lo no cargo depois da surpreendente eliminação da Alemanha [VIDEO] ainda na fase de grupos na Copa do Mundo da Rússia. Apesar de recentemente ter renovado seu contrato por mais um ciclo de Copa, a imprensa germânica crava que ele deve deixar o comando do time.

Quem também não deverá permanecer no comando da seleção é Adam Nawalka, que dirigiu a Polônia na ótima campanha nas eliminatórias europeias, o que rendeu à seleção até mesmo o direito de ser uma das cabeças de chave do Mundial. Porém, a precoce eliminação da Polônia, ainda na segunda rodada da fase de grupos, pode custar seu emprego.

Torcida pede para técnico ficar

Por outro lado, há aqueles que foram readmitidos antes mesmo de saírem do cargo. É o caso do português Carlos Queiroz, que antes mesmo da bola rolar em solo russo, havia anunciado que deixaria a seleção do Irã logo depois do encerramento da participação de sua equipe. Mas o bom desempenho da seleção iraniana, com direito a empate contra Portugal e um bom jogo contra a Espanha, quando teve seu gol de empate corretamente anulado pelo árbitro de vídeo, além de ficar bem perto de passar de fase, fez com que a federação local e também os torcedores pedissem pela permanência do técnico. Ele ainda não decidiu se fica ou se manterá a decisão tomada anteriormente.