A eliminação da Alemanha da Copa do Mundo, após a derrota para a Coreia do Sul por 2 a 0, nesta quarta-feira (27), serviu para reforçar uma maldição que vem atormentando os times europeus neste século e que apenas a Seleção Brasileira passou imune. Desde a Copa de 2002, no Japão e na Coréia do Sul, o campeão do ano anterior sempre cai na primeira fase.

A maldição começou com a França, que após conquistar o título em sua casa, na Copa de 1998, foi para a Ásia cheia de moral, porém fez uma participação deprimente.

Logo na primeira partida, o time capitaneado por Zinedine Zidane foi surpreendido pela estreante Senegal e perdeu por 1 a 0. Depois, amargou um empate sem gols com o Uruguai, que retornava ao mundial depois de duas edições ausentes. No jogo decisivo, nova queda, agora por 2 a 0 contra a Dinamarca. O saldo da campanha foi a última colocação do grupo A e nenhum gol anotado.

Como dito anteriormente, o Brasil em 2006 escapou da maldição, mas passou na primeira fase em maiores sustos – exceto pelo jogo de estreia, onde teve dificuldades para bater a Croácia por 1 a 0 – e depois passou por Gana nas oitavas por 3 a 0, em jogo que consagrou Ronaldo como maior artilheiro em Copas do Mundo, recorde superado por Klose em 2014.

Mesmo assim, a Seleção pentacampeã não foi muito longe e caiu para a França nas quartas de final.

Em 2010 foi a vez da tetracampeã Itália sofrer com a maldição, que podemos dizer que veio de forma triplicada. No mundial da África do Sul, os italianos iniciaram a defesa do título empatando em 1 a 1 com o Paraguai. No jogo seguinte, novo – e surpreendente – empate contra a Nova Zelândia, também em 1 a 1. A queda na primeira fase veio junto com uma derrota para a Eslováquia por 3 a 2. Para piorar, no Brasil a Azurra também ficou pelo caminho e para 2018 sequer conseguiu se classificar, caindo na repescagem para a Suécia.

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Falando em 2014, no mundial disputado no Brasil a vítima da vez foi a Espanha. Logo na estreia, repetindo o confronto que havia lhe dado o título quatro anos antes, os europeus foram surrados pela Holanda por 5 a 1. Depois, perderam do Chile por 2 a 0, resultado que decretou sua precoce eliminação. A vitória sobre a Austrália na terceira rodada serviu apenas para os espanhóis se despedirem do Brasil de forma honrosa.

Na Copa da Rússia a maldição novamente se fez presente e a Alemanha, que chegou com pompas, perdeu para o México na estreia por 1 a 0.

A vitória sofrida, de virada, contra a Suécia por 2 a 1, deu a impressão que as coisas voltariam aos eixos, mas eles não contavam com o espírito de esportividade da Coréia do Sul, que mesmo com remotas chances de passar – dependia de uma vitória do México contra a Suécia – fez um bom jogo e bateu os atuais campeões por 2 a 0, mantendo a curiosa escrita.

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