Se a ideia de vincular um comercial em horário nobre em dos programas de maior audiência da TV brasileira na noite do último domingo (29) era melhorar a imagem de Neymar perante aos torcedores, tudo o que conseguiram foi exatamente o oposto, com a peça sendo duramente criticada por torcedores, pela imprensa brasileira e também do exterior, que chegaram a classificar a propaganda como patética. E agora empresa, agência de publicidade e o jogador buscam reparar mais esse deslize na carreira do atacante.

No comercial da fabricante de lâminas de barbear Gillette, veiculado no intervalo do programa Fantástico, da Rede Globo, Neymar se pronunciou pela primeira vez após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo. No vídeo, o jogador fala das críticas que sofreu, diz o quando sofreu dentro de campo e pede para que a torcida o ajude a levantar. “E quando eu fico de pé, parça, o Brasil inteiro levanta comigo”, dizia o texto narrado pelo jogador, dentre outros clichês, que levam o receptor da mensagem a facilmente questionar a sinceridade do camisa 10.

Além do texto claramente redigido por publicitários, o fato de fazer essa manifestação “monetizada”, também não caiu bem, tanto na mídia quanto com os torcedores, que prefeririam vê-lo se manifestando na zona mista, após a derrota para a Bélgica, ou em alguma entrevista coletiva alguns dias depois da eliminação.

Novo posicionamento da marca

A Gillette defendeu sua campanha publicitária, afirmado que a veiculação de Neymar falando do momento difícil na Copa tinha relação com o novo posicionamento da marca, intitulada “um novo homem todo dia”, e que a campanha tinha a ver com a “necessidade” do jogador em mostrar que mudou após o mundial da Rússia, ou seja, não havia intenção alguma de limpar a barra do atleta.

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PaixãoPorFutebol Neymar

A empresa ainda adiantou ainda que novas peças com outros garotos-propagandas deverão ser produzidas em breve para este mesmo tipo de campanha. No entanto, o fato de ser exatamente o jogador, justamente em um dos momentos mais conturbados da carreira, o escolhido para estrear a campanha minou qualquer tipo de justificativa.

Por mais que a P&G, detentora da marca Gillette, e a Agência Grey, que criou o comercial, tentam assegurar que o vídeo não é uma tentativa de melhorar a imagem do jogador, que saiu muito desgastada da Copa, a impressão que passou foi que realmente a ideia era tentar melhorar sua reputação perante ao público, mas que no final teve efeito exatamente oposto, com o jogador recebendo mais críticas por essa iniciativa e até mesmo virando piada nas redes sociais.

A marca e a agência estudam estratégias para minimizar o efeito à imagem do atleta. A assessoria do jogador não quis se posicionar sobre o assunto.

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