O Brasil vive na tarde desta sexta-feira, 15h, mais um capítulo de sua saga em busca do hexacampeonato mundial. Em Kazan, na Rússia, a seleção brasileira terá pela frente a sempre elogiada Bélgica pelas quartas de final. Quem vencer, enfrentará na semifinal o ganhador de França x Uruguai, que também jogam na sexta, mas em horário anterior, 11h.

Laterais viram notícias

Não há dúvidas nem mistérios na escalação brasileira [VIDEO], já confirmada pelo técnico Tite em entrevista coletiva nesta quinta. Entre os principais destaques envolvendo a montagem do time, a novidade fica por conta do retorno do lateral-esquerdo Marcelo, ausente desde o início do jogo contra a Sérvia por conta de uma lesão muscular nas costas.

Recuperado, ele entra normalmente na vaga de Filipe Luís.

A nota negativa para o grupo dirigido por Tite envolve o lateral-direito Danilo, que iniciou a Copa do Mundo como titular no empate em 1x1 com a Suíça. Inicialmente, um problema muscular no quadril o retirou dos jogos seguintes contra Costa Rica, Sérvia e México. Agora, em decorrência de uma lesão no ligamento do tornozelo esquerdo, ele está fora da Copa e não se recuperará nem em caso de uma eventual final - mesmo assim, ele seguirá com a delegação na Rússia. Fagner segue como titular.

Capitão volta a ser Miranda

Tite prometeu que manteria na Copa o rodízio de capitães e está cumprindo. A prática se popularizou durante o seu período no Corinthians em 2015, quando foi campeão brasileiro, e tem sido usada também na seleção. Contra a Bélgica, pelas quartas, quem carregará a braçadeira é o zagueiro Miranda, que já havia exercido esse cargo na vitória por 2x0 sobre a Sérvia, na terceira rodada da fase de grupos.

Miranda, que será capitão pela quinta vez com Tite, passa a ser o jogador que mais vezes usou a braçadeira desde a chegada do novo treinador. Na Copa de 2018, Marcelo foi capitão na estreia contra a Suíça e Thiago Silva foi contra a Costa Rica e o México.

"Nossa seleção está acostumada a carregar a responsabilidade de sempre ter que jogar em alto nível. A Bélgica [VIDEO] é um time que vai nos exigir total concentração, pois é um adversário muito forte. Vamos entrar bem atentos, sabendo que precisamos dar o nosso melhor para bater um grande adversário", disse Miranda.

Ele e Thiago Silva têm formado uma dupla invejável de zaga na Rússia. Em quatro jogos, apenas um gol foi sofrido. Foi logo na estreia contra a Suíça, em um lance que o próprio Miranda é empurrado na área antes do cabeceio do suíço Zuber.

Tite não quer saber de pênaltis

Caso o empate persista além do tempo normal e da prorrogação, não haverá outro jeito: Brasil e Bélgica definirão o semifinalista através de cobranças de penalidade máxima.

Tite, em coletiva, disse odiar decisões por pênaltis e chegou a dizer que uma partida de futebol "não deveria" terminar assim.

"É o cão. Jogo de futebol não deveria terminar com pênaltis. Não sei qual seria a outra alternativa. Pênalti é um recurso técnico, de treinamento, aliado a um componente emocional que é muito forte. É um peso enorme e uma responsabilidade muito grande", avaliou.

A última vez que o Brasil disputou pênaltis em uma Copa do Mundo foi nas oitavas de final da edição de 2014, dentro do próprio país. Na ocasião, os comandados do técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, superaram o Chile, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte.

Os brasileiros também tentam, nesta sexta, repetir o feito de 2002 para novamente deixar a Bélgica pelo caminho rumo ao título mundial. Também com Felipão, o Brasil bateu os belgas nas oitavas de final da Copa do Japão e da Coreia, com gols marcados por Rivaldo e Ronaldo.