Três derrotas seguidas para um time misto dos Estados Unidos. Esse foi o saldo da preparação da seleção brasileira de Vôlei na sua preparação para o Mundial de Vôlei que acontecerá neste semestre. O último jogo da série acontece ainda hoje (18). O desempenho das comandadas de José Roberto Guimarães ficou devendo principalmente no passe.

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No entanto, a ausência de Natália e Fernanda Garay, em recuperação física, e o retorno ainda recente de Dani Lins e Thaísa às quadras indica que a equipe pode render mais até a competição.

Derrotas assustam

O triplo 3x1, 3x0 e 3x2 favorável as meninas da seleção dos Estados Unidos assustaram os torcedores brasileiros. Sem parte das veteranas que os brasileiros se acostumaram nas últimas Olimpíadas e Campeonatos Mundiais (como Fabiana, Fabi, Sheila e Jaqueline), a seleção vive um período difícil de transição.

Brasil perdeu três amistosos seguidos para as americanas. (Créditos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)
Brasil perdeu três amistosos seguidos para as americanas. (Créditos: Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Caras novas como Gabiru (do Rio de Janeiro), como líbero e de Amanda (do Barueri) ou Rosamaria (do Praia Clube) das pontas ainda estão em testes. A atleta de meio de rede Bia, que neste ano jogará no Rio de Janeiro, também jogou partidas irregulares. Destaques em seus clubes, as atletas ainda não se consolidaram na seleção, embora tenham feito boas partidas em outras competições desde o ano passado.

Atletas experientes

Remanescentes do último ciclo olímpico como Dani Lins, Adenísia, Thaísa, Natália, Fernanda Garay, Gabi e Tandara (que não foi para os Jogos do Rio de Janeiro, mas é bastante experiente) devem formar a base da seleção.

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Metade desse time ainda não está em forma. Se alcançarem boas condições de jogo, tendem a ser protagonistas no mundial. A terceira partida diante das norte-americanas - já com Dani Lins e Thaísa em quadra, provou isso, quando por pouco a equipe não venceu.

Sem as mais experientes em forma, o futuro diante de equipes mais consolidadas como a China, Estados Unidos e a Sérvia não será fácil. O crescimento de seleções como a Turquia e o enfrentamento de adversários tradicionais, mas em baixa, como a Rússia, também poderão complicar, deixando o sonhado título mundial mais distante.

Momentos de instabilidade afetam qualquer equipe, as comandadas de Karch Kiraly ou mesmo as poderosas chinesas inclusive passaram por isso recentemente. Mas o sinal de alerta ficou aceso a poucos meses antes da segunda competição mais importante para o vôlei brasileiro. E o único título ainda não alcançado pelo time treinado por José Roberto Guimarães.

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