A FIFA surpreendeu mais uma vez. O novo código de ética da entidade excluiu do texto a palavra "Corrupção". Jogadores e dirigentes que decidirem ler o novo código de ética descobrirão como evitar suspensões por pagar e receber propinas.

Durante algumas reuniões secretas, os novos executivos da FIFA conduziram a reforma do código de ética e excluíram a "corrupção" como forma de delito nas regras internas do principal órgão de Futebol no mundo. Gianni Infantino se orgulhou ao anunciar a medida, pois ele considerou que essa foi a causadora da "morte clínica" da organização, ao vazar uma série de escândalos no ano de 2015.

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No entanto, ele foi acusado de violar as regras da organização e afastar todos aqueles que eram tidos como ameaça. Tudo isso nos dois anos em que assumiu o comando da entidade. Agora, será mais fácil ainda a FIFA excluir aqueles que a criticam.

Um novo delito foi inserido no código de ética: difamação

Não há exemplo específico, deixando em aberto o entendimento para o comitê de ética sobre o grau de prova necessário.

A seção 22.2 diz que as pessoas sujeitas a esse código estão proibidas de realizar qualquer declaração pública difamatória sobre a organização.

Quem for considerado culpado de difamar a FIFA poderá ficar até dois anos excluído de qualquer atividade relacionada ao futebol. Em casos mais graves, pode chagar a cinco anos.

"Isso atenuará as críticas de toda espécie contra a FIFA, que é o objetivo da mesma", disse Alexandra Wrage, ex-integrante da governança da organização, em entrevista para a Associated Press.

Em 2016, Infantino demitiu o investigador independente da FIFA. O auditor de contas da entidade pediu demissão antes, diante das mudanças das regras.

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A FIFA nega que as decisões sejam um passo atrás no que tange o combate à corrupção. Segundo a própria entidade, o novo código oferece "mais transparência, mais segurança legal e mais eficiência procedimental". A exclusão da palavra "corrupção" aconteceu para se ter mais "clareza". A entidade alertou que "a mudança não tem impacto material".

As novas leis são mais duras, insiste a FIFA, alegando que o valor da multa para aqueles que cometem qualquer tipo de corrupção será de US$ 100 mil. No entendimento da entidade, com os acordos de delação, é possível ter uma melhora na otimização de tempo.

Portanto, os processos passarão a ser julgados mais rápido.

A FIFA fatura por ano cerca de R$ 6,749 bilhões e é a maior organização de futebol no mundo.