Como diz no ditado popular, "a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco". E essa regra social se fez novamente presente no caso da escalação irregular do volante Carlos Sánchez na partida de ida contra o Independiente, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, que acarretou na punição do Santos com o empate em 0 a 0, sendo revertido para vitória por 3 a 0 a favor do time adversário.

De acordo com informações divulgadas pelo site Yahoo, e confirmada por outros veículos de comunicação, a diretoria santista achou o “culpado” pelo erro já tomou atitudes cabíveis.

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Felipe Nóbrega, um dos responsáveis pelo registro de jogadores, acabou “pagando o pato” e sendo demitido e outros funcionários evolvidos no processo de inscrição e registro de jogador também podem ter o mesmo destino.

Apesar da eliminação nesta terça-feira (28), pelo menos para o presidente do Santos, José Carlos Peres, o time ainda segue na disputa. Isso porque o mandatário do Peixe prometeu recorrer ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte), na Suíça para tentar anular a punição, nem que para isso tenha que suspender o campeonato.

“Se for possível, paralisar essa competição, porque ela está desmoralizada”, disse o presidente.

No entanto, mesmo saia vitorioso nos tribunais, seria muito difícil fazer com que o time argentino retornasse ao Brasil apenas para uma disputa de pênaltis, uma vez que o resultado da partida do Pacaembu foi o mesmo registrado dentro das quatro linhas na semana anterior. Fora isso, pesa contra o fato do jogo ter sido encerrado antes do tempo regulamentar, por conta de invasão de torcedores e objetos atirados no gramado.

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O próximo compromisso do Santos acontece no sábado (1º), quando irá até o Rio de Janeiro encarar o Vasco pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Após duas vitórias consecutivas, o Peixe é o 12º colocado com 23 pontos.

Conmebol dividida quanto a punição santista

A decisão de punir o Santos no caso Carlos Sánchez não foi unânime entre os membros da Conmebol. De acordo com noticia publicada pelo portal UOL, parte dos membros da entidade preferiram optar pela absolvição do time santista por temor de que a imagem da entidade ficasse ainda mais negativa.

O temor dos dirigentes muito se explica à questão financeira. Com cotas de patrocínio ainda abertas para as próximas edições da Copa Libertadores, a imagem de desorganizada poderia complicar ainda mais as negociações com as empresas interessadas em expor suas marcas à beira do gramado.

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