O Santos deixou a Argentina com um interessante empate em 0 a 0 contra o Independiente, em jogo de ida válido pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América, porém corre o sério risco de ter que vencer o jogo de volta por 3 a 0 ou quatro gols de diferença na partida de volta, marcada para a próxima semana no estádio do Pacaembu, caso a Conmebol acate a denuncia de escalação irregular do voante Carlos Sánchez feita pelo time argentino.

Publicidade
Publicidade

O adversário alega que o volante santista estava suspenso e por isso não poderia ter atuado na partida desta terça. Em 2015, ainda quando defendia o River Plate, o jogador foi expulso na partida contra o Huracán, válida pela semifinal da Copa Sul-Americana. Como após esse jogo o atleta foi atuar no futebol europeu e só agora voltou a atuar em uma competição sul-americana, o clube argentino entendeu que o volante deverá cumprir suspensão neste primeiro confronto das oitavas da Libertadores. Se a escalação foi realmente irregular, o Independiente será declarado vencedor por 3 a 0.

Publicidade

Anistiado em 2016

Em 2016, quando completou 100 anos, a Conmebol decidiu reduzir pela metade a pena dos jogadores suspensos e o Santos se apega a isso como um dos argumentos para defender a escalação do uruguaio. Ele teria que cumprir três jogos de suspensão e em casos de penas cujo número é impar, ela é arredondada para o valor mais baixo, o jogador suspenso por uma partida. Ele não chegou a cumprir esse jogo, mas o artigo 9º do capítulo 1 do Regulamento Disciplinar da entidade diz que infrações cometidas durante uma partida prescreverão após o período de dois anos. Como Sánchez foi expulso em 2015, a pena já haveria prescrito.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Santos PaixãoPorFutebol

Alvinegro também se baseia em sistema

Outra argumentação feita pela diretoria santista para defender que a escalação de Sanchez foi legal é o sistema chamado “Comet”, que dentre outras funções, é usado para registro de jogadores e arquivamentos de súmulas. Ele é a principal fonte de informação dos clubes que disputam competições da Conmebol para saber da situação dos jogadores e nele, Carlos Sánchez aparecia como liberado para atuar.

O presidente José Carlos Peres também afirmou, já na volta da delegação, que não recebeu nenhum comunicado dando conta que o jogador estava suspenso. “Ela vai analisar o caso. Se está zerado, a falha não foi nossa” disse o mandatário santista. Nesta quarta-feira (23), a Conmebol deverá notificar o clube paulista para que apresente sua defesa.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo