Afastado desde o final de abril após ter sido pego em um exame antidoping feito logo depois da partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, Diogo Vitor voltou a protagonizar mais um de seus sumiços no Santos. O jogador, que está suspenso do futebol por tempo indeterminado, abandonou há dois meses o tratamento que vinha fazendo e o clube não consegue mais entrar em contato com ele, que sequer atende as ligações feitas por funcionários do clube.

O Santos já enviou uma notificação ao jogador via cartório e diz que ele a assinou, porém ainda não se reapresentou e corre o risco de sofrer sanções da diretoria, como a suspensão do salário de 80 mil reais ou até mesmo o encerramento no vínculo, uma vez que em seu contrato existe uma cláusula que dá ao clube esse direito em casos de atrasos, indisciplinas e noitadas.

O tratamento do jogador previa a obrigatoriedade dele comparecer a sessões de terapias com psicólogo, assistente social e psiquiatra, além de manter o condicionamento físico para que estivesse em condições de retornar assim que fosse liberado.

A reportagem do portal UOL tentou, sem sucesso, entrar em contato com o jogador e posteriormente com o Wagner Ribeiro, agente do atleta. Ele afirmou que o jogador atravessa problemas particulares e por ser um momento de prestar ajuda ao ser humano, não apenas ao profissional, prefere não tecer comentário sobre o assunto.

Histórico de problemas

A carreira de Diogo Vitor no Santos tem um extenso histórico de problemas, que o fez perder oportunidades de se tornar titular da equipe e até despontar para o futebol do exterior, como o que ocorreu com Rodrygo.

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Santos PaixãoPorFutebol

Além do histórico de sumiços, o jogador já foi flagrado algumas vezes em casas noturnas quando o elenco tinha treino marcado para a manhã seguinte, o que provocou afastamentos pontuais da equipe dirigida por Jair Ventura. Em uma das vezes que desapareceu dos treinamentos, o jogador alegou que sua avó havia morrido, no entanto foi a própria que atendeu o telefonema feito por um funcionário do clube, que havia ligado para prestar condolências.

Mesmo com diversos problemas, o clube seguiu acreditando no potencial do jogador, dando a chance dele atuar na equipe B, onde se destacou e novamente ganhou oportunidade no time principal. Mas os atos de indisciplina se seguiram, o que fez ele perder espaço no time. Mesmo assim, ele ainda acabou atuando no clássico diante do Corinthians, onde acabou marcando o gol de empate, em jogo válido pelo Campeonato Paulista deste ano, no estado do Pacaembu.

Algumas semanas depois veio seu afastamento.

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