Em matéria publicada no último dia 09 de outubro, o Uol Esporte falou sobre mais um tumulto em uma reunião do Conselho Deliberativo do Fluminense. Ao longo da reportagem, o portal citou a participação de Pedro Antônio [VIDEO], citando o empresário como o futuro candidato à presidência do clube pela situação. No final da noite desta segunda-feira, o ex-vice de projetos especiais, através de uma carta publicada pelo site Net Flu, descartou, de forma veemente, concorrer ao posto atualmente ocupado por Pedro Abad.

"Recentemente, diversas notícias tem saído na imprensa e, em especial, especulações sobre a minha possível candidatura à presidência do Fluminense Football Club.

Não nasci aqui para ter poder e, sim, para servir. Desta forma, deixo claro que não serei candidato", declarou Pedro Antônio em parte do documento.

Visivelmente insatisfeito com os bastidores do clube, o empresário também revelou que irá solicitar o seu afastamento definitivo do Conselho Deliberativo. Segundo Pedro Antônio, existem vários grupos políticos mais preocupados nos holofotes do que resolver os graves problemas pelos quais atravessa o Fluminense, principalmente financeiros.

"O Fluminense não passa por divergências de ideias de diferentes grupos de opiniões, mas sim de ambição, que abdica de qualquer princípio ético, respeito e honra à bandeira que dizem respeitar", continuou.

Empresário também revela ser credor do Fluminense e o motivo de sua saída da Vice-Presidência de Projetos Especiais

Pedro Antônio ainda confessou ter emprestado dinheiro para várias situações, dentre elas, a construção do Centro de Treinamento na Barra da Tijuca, o qual leva o seu nome, e que, até o momento, não foi ressarcido.

"Emprestei dinheiro ao Fluminense por diversas ocasiões, até mesmo muito antes da construção do CT. Em todos esses anos, nunca recebi um centavo de juros", acrescentou.

Para complementar o desabafo, Pedro Antônio revelou o verdadeiro motivo de ter sido dispensado da função que exercia na gestão do presidente Pedro Abad.

"Fui exonerado da VP de Projetos Especiais porque um grupo político não queria que alguém que construísse algo que não estivesse nos holofotes e no comando dos mesmos. A desculpa era que o estádio era pequeno por ser de 20 a 25 mil pessoas. No entanto, grupos, que foram contra esse projeto, são blindados com palavras de incentivo e assinaram documentos para, no futuro, a sede das Laranjeiras possa a ser um estádio para 12 mil pessoas, o que impede de receber jogos pelo Campeonato Brasileiro. Por que?", esbravejou.

As eleições para a presidência do Fluminense acontecem no final de 2019. Até o momento, nenhuma candidatura foi oficializada, mas, nos bastidores, fala-se que Celso Barros [VIDEO] virá como o nome forte da oposição, apoiado por Mário Bittencourt e Ricardo Tenório.

Jogo contra o Atlético-MG é transferido para o Nilton Santos

Também há novidades no Fluminense dentro de campo. Por conta do show do ex-vocalista do Pink Floyd, Roger Waters, no dia 24 de outubro, o jogo do próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Atlético-MG, válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi transferido do Maracanã para o Nilton Santos.

Além do duelo do final de semana, o confronto de ida das quartas-de-final da Copa Sul-Americana diante do Nacional, do Uruguai, marcado para o mesmo dia do show de Roger Waters, também saiu do Maracanã e acontecerá no Nilton Santos.

Em 2018, o Fluminense disputou seis partidas no Nilton Santos nesta temporada. O retrospecto é desfavorável. Foram três derrotas (Grêmio, Botafogo e Avaí), dois empates (Vasco e Flamengo) e uma vitória (Salgueiro).