David Willian da Silva, um dos suspeitos presos preventivamente por conta do espancamento e morte do jogador Daniel, era jogador de Futebol, mas teve seu contrato rescindido logo após seu suposto envolvimento no caso ter vindo a público. Ele fazia parte das categorias de base do Paraná Clube, e na última terça-feira (13), teve seu contrato junto ao clube da capital paranaense rescindido. A informação já consta no Boletim Informativo Diário (BID).

O jogador chegou ao Paraná Clube em 2016 e esteve no grupo que foi campeão estadual sub 17 no mesmo ano. Ele não participou do jogo que garantiu o título, mas esteve em campo na comemoração.

O clube alega que o jogador tinha um contrato de não-profissional válido até o mês de outubro, mas que em maio havia sido dispensado por razões técnicas e não por envolvimento dele com o caso. No entanto, o vínculo só foi encerrado nesta semana, dias após ele ter sido detido.

Envolvimento no crime

Em seu depoimento, David Willian revelou que ajudou a espancar o jogador Daniel na casa da família Brittes, na manhã de 27 de outubro. Ele relatou ainda que esteve no veículo junto com Edison Brittes, dono da casa e principal acusado do homicídio e que está preso, além de Ygor King e Eduardo da Silva, que também seguem detidos.

O suspeito contou ainda em seu depoimento, que obedeceu às ordens de Edison, que havia dito para todos ficarem no carro, não presenciando o momento em que o jogador foi morto.

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Polícia Futebol

Ele e Ygor, afirmaram no depoimento que apenas ouviram o barulho do atleta sendo sufocado.

David disse ainda que era amigo de escola de Allana Brittes, filha de Edison, que estava comemorando 18 anos, e que teve um relacionamento amoroso com a garota, que também está presa temporariamente. Ele contou ainda que não viu Daniel na boate, encontrando com ele apenas na casa da família Brittes, quando chegaram a conversar sobre futebol.

O jogador foi encontrado morto em uma área rural de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A vítima vestia apenas uma camiseta, tinha um profundo corte no pescoço, provocado por arma branca, e teve o órgão genital mutilado. A arma do crime, que seria uma faca sem corte, usada para cortar carne, não foi encontrada.

No depoimento dado no início desta semana, Eduardo Henrique da Silva disse que a intenção de Edison era apenas mutilar o jogador e o deixar jogado na rua, mas mudou de ideia e decidiu matá-lo depois que viu algo no celular.

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