O coração do pequeno Lucca, filho do ex-goleiro do Cruzeiro Elisson, de seis anos, que morreu na última quinta-feira (15), vítima de traumatismo craniano após um acidente doméstico, continuará batendo. O órgão do menino foi doado para um bebê de 11 meses, que passou por um transplante de coração, nesta sexta-feira (16), no Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Este foi o transplante de coração feito em um paciente mais jovem da história da instituição.

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O bebê que recebeu o coração de Lucca estava internado há 50 dias. A criança transplantada, que é natural de Jales, também no interior paulista, nasceu com miocardiopatia dilatada. Essa doença faz o coração aumentar de tamanho, o que faz com que o órgão tenha dificuldade de fornecer sangue ao corpo.

Corrida contra o tempo

Para conseguir realizar o transplante com sucesso, o órgão deve ser retirado e levado até seu receptor em no máximo quatro horas.

Pequeno Lucca sofreu um acidente doméstico
Pequeno Lucca sofreu um acidente doméstico

Para isso, os médicos tiveram que traçar um complexo plano de logística, que envolveu o uso de helicóptero e um jato.

Responsável por realizar o procedimento, o cirurgião cardíaco pediátrico Ulisses Croti, se encontrava em Londrina, no interior do Paraná, e por isso foi necessário o uso de um jato para levá-lo até Belo Horizonte. Da capital mineira ele foi de helicóptero até a cidade de Betim, cidade onde Lucca estava internado, para retirar o coração.

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Depois ele retornou até Belo Horizonte e de lá pegou um avião até Rio Preto. O transporte do coração durou pouco mais de três horas.

O bebê que recebeu o coração de Lucca está na UTI cardiopetiátrica em um leito isolado. As 72 horas duas após o transplante são decisivas para saber como o transplantado responderá ao novo coração.

O acidente

O acidente que causou a morte de Lucca aconteceu no final de semana passado, quando o menino, ao tentar pegar um refrigerante, subiu em um armário e o móvel tombou em cima dele, causando traumatismo craniano.

Ele ficou internado até a última quinta-feira (15), quando veio a falecer. Dois dias antes, o goleiro Elisson, pai do garoto, chegou a divulgar a morte do filho, mas depois corrigiu a informação, afirmando que ele havia respondido alguns estímulos.

Nas redes sociais, o jogador publicou uma mensagem de agradecimento pelo apoio que receberam no momento difícil. “Sem vocês não teríamos conseguido passar por tudo!”, escreveu.

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