Internado em uma clínica terapêutica na cidade de Itu, no interior de São Paulo, para tratar de demência pugilística (ETC), o ex-boxeador Adílson Maguila, de 60 anos, fez uma aparição nas redes sociais nesta quinta-feira (29), onde pede para deixar o local onde está internado desde novembro do ano passado. Ele diz que a instituição e sua esposa o impedem de ir embora do complexo.

“Eu quero ir embora, mas a clínica não deixa", disse o ex-pugilista, alegando que sua permanência lá serve como divulgação para o local e pede para que as pessoas o ajudem a sair.

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“Eu quero uma força de vocês aí, meu povo, para eu ir embora daqui”, comentou.

O portal G1 entrou em contato com a clínica onde Maguila faz tratamento. A instituição negou que o esportista esteja abandonado, ressaltando que ele sai para passear, recebe visitas e dispõe de médicos, que o acompanham 24 horas por dia. Ele também necessita receber medicação periodicamente.

De acordo com o terapeuta responsável, Pales Campos, Maguila foi induzido, por um ex-paciente que dispunha de um telefone celular, a repetir as palavras ditas por ela.

Maguila está na clínica desde novembro passado.
Maguila está na clínica desde novembro passado.

Essa pessoa já foi identificada e será punida. O vídeo foi postado nas redes sociais dessa pessoa a acabou viralizando.

Irani Pinheiro, esposa de Magila, disse que na ocasião em que o vídeo foi gravado, o ex-lutador estava há dois dias sem tomar medicação e que a pessoa que fez a gravação agiu de má fé e que tomará providências judiciais.

A ETC

A Encefalopatia Traumática Crônica, também conhecida como demência pugilística, a qual Maguila vem se tratando na clínica, é uma enfermidade neurodegenerativa evolutiva.

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Ela também é incurável. O mal causa distúrbios de memória e dificuldades motoras, além de perda de memória, o que provoca temores em alguns pacientes.

Ela foi provocada por repetidos golpes na cabeça após intensa carreira no boxe, uma vez que ao receber os socos na cabeça, o cérebro balança e bate na parede do crânio, e o movimento contrário da cabeça pode ocasionar um novo impacto. Esses impactos repetidos à exaustão foram provocando os danos ao lutador.

Maguila, segundo os médicos, chegou ao local em fase terminal. Na época, ele se alimentava por sonda e teve que ser transportado em uma maca devido ao estado que se encontrava, e às vezes, demostrava agressividade. Ele então passou a ser submetido a sessões diárias de fisioterapia e tomar remédios para poder conter o avanço da enfermidade, e gradualmente foi apresentando melhora.

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