Tudo tem seu começo, seu meio e seu fim: é o que o ditado popular diz em relação às coisas da vida. O mesmo pode se aplicar a pessoas, mais ainda com ídolos esportivos.

Quem não conhece Alessandro Rosa Vieira, deve certamente conhecer sua alcunha utilizada em 24 anos de atuação profissional no Futebol de salão. Para os aficionados por futebol e para a mídia especializada, Falcão é inigualável, tamanhas suas vitórias e conquistas de títulos na carreira.

No final do mês passado, ele se despediu da camisa “canarinho” com dois gols numa partida disputada contra o Paraguai.

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O local da despedida foi a cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Porém, a decisão do craque do futsal não é apenas a de se afastar da Seleção Brasileira. A intenção é parar totalmente até o fim deste ano de 2018.

Em entrevista a televisão, Falcão se comprometeu a cumprir suas próximas (e derradeiras) partidas, defendendo a camisa de seu time, o Magnus, de Sorocaba (SP).

Chegando a hora

Aos 41 anos de idade, o jogador pensa que agora é o momento de abandonar as quadras. Declarou que já não tem o mesmo físico e fôlego para correr atrás da “molecada” e confessa o cansaço para acompanhar os mais jovens.

Reitera que fez a lição de casa: dever cumprido, satisfação total.

Explica-se esta satisfação por causa de seus 73 títulos faturados desde que começou a jogar como profissional pelo Corinthians em 1994. Pela seleção, atuou por 20 anos, ganhando 29 taças, competindo em 258 partidas e balançando as redes 401 vezes. E vem mais estatística: duas Copas do Mundo, cinco Copas América e onze Grand Prix, honrando a camisa amarela do Brasil.

Se aproximarmos a lupa para ver suas proezas em times brasileiros, os quais Falcão jogou em 10 times diferentes, o currículo de conquistas é igualmente impressionante: nada mais do que dois Mundiais (2008 e 2012), sete Libertadores, sete Sul-americanos, nove títulos brasileiros e treze estaduais.

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Ao olharmos o desempenho isolado, Falcão ganhou quatro vezes o troféu de melhor jogador do mundo de futebol de salão. O único jogador da mesma modalidade que alcançou igual façanha foi o português Ricardinho.

Pássaro que voou da gaiola

Com o fim oficial da Era Falcão dentro da seleção, a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) terá um esforço extra para assegurar os patrocínios atraídos em torno do nome do ex-craque.

As duas agências de marketing esportivo que apoiam o futsal apresentarão nos próximos dias seus planos de propriedade comercial.

A tendência é de otimismo, já que Falcão foi mais do que o suficiente para trazer o respeito e a força do esporte perante o resto do mundo.

Os números não desanimam: a audiência na televisão é ótima e existem cerca de 15 patrocinadores que apoiam os eventos.

Uma ajudinha

Recentemente, uma das agências de publicidade solicitou que Falcão auxiliasse na busca de investimentos. Outro pedido veio da própria CBFS em que o jogador serviu de embaixador das marcas que apostassem na modalidade esportiva.

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Cogita-se até que, mesmo distante das quatro linhas e das traves, Falcão volte a aparecer como um parceiro dentro do âmbito das negociações e do fechamento de contratos. Porém, não há nada de concreto até a presente data.

Apesar de céu azul, algumas nuvens escuras surgiram na CBFS na última década, visto que a entidade teve que enfrentar uma crise financeira. Num certo momento, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) interveio no controle do futsal profissional.

Adivinhe quem chegou para salvar a lavoura da CBFS? Ele mesmo: Falcão. No meio de 2017, ele voltou com tudo, embora tenha declarado que ia se aposentar da seleção. Mas, desta vez, a aposentadoria será coisa séria.