O Ministério Público do Paraná apresentou nesta terça-feira (27) denúncia contra Ygor King, David Willian da Silva e Eduardo Henrique da Silva, que estão presos suspeitos de participação na morte do jogador Daniel Freitas, ocorrida há um mês, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Além do trio, também foi denunciado o empresário Edison Brittes, que confessou ter matado o atleta. Eles responderão por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

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A esposa de Edison, Cristiana, também foi denunciada por homicídio. De acordo com a denúncia, ela pediu para que o jogador não fosse morto dentro da casa da família e que teria orientado os acusados a seguirem com o “justiçamento do jogador" fora da residência.

Seguraram o jogador

De acordo com denúncia apresentada pelo MPF-PR, ao chegarem ao local onde o corpo do jogador foi encontrado, na manhã do dia 28 de outubro, os três rapazes desceram do veículo e espancaram a vítima. Depois, eles a seguraram para que Edison o decapitasse parcialmente.

Ainda de acordo com o Ministério Público, seguindo essas mesmas condições, o trio segurou o jogador para que Edison mutilasse Daniel.

A denúncia diz que o jogador foi flagrado por Edison deitado na cama junto com Cristiana, que ele foi espancado dentro do quarto e depois levado no porta-malas do carro de Edison até o local onde foi morto.

Mais denunciados

O MP também denunciou outras duas pessoas. Allana Brittes, filha de Edison, que comemorava 18 anos naquele final de semana, por fraude processual e coação no curso do processo, e também Evellyn Brisola Perusso, jovem que se relacionou com o jogador durante a festa realizada em uma boate, por fraude processual, denunciação caluniosa e falso testemunho.

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Ela é a única denunciada que não está presa.

As duas, além das outras cinco pessoas citadas, também foram denunciadas por corrupção de menor, uma vez que havia na casa da família Brittes durante a festa uma pessoa menor de idade e que a mesma foi cooptada a limpar a casa.

O advogado de defesa de Evellyn disse que ficou espantado com a denúncia contra sua cliente e que a mesma é inocente e que foi coagida a limpar a cena do crime. Segundo o promotor João Nilton Salles, ela mentiu ao afirmar que Eduardo Purkote Chiuratto, que chegou a ficar 15 dias preso, mas foi solto na segunda-feira (26), tenha participado do crime.

Apesar de estar entre as denunciadas, o promotor disse que não pretende pedir a prisão de Evellyn.