Nesta segunda-feira (5), mais um suspeito de envolvimento na morte do jogador Daniel se apresentou à delegacia. O rapaz, de 19 anos, que não teve o nome divulgado, é morador da cidade de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Não foram divulgadas outras informações sobre esse novo suspeito e nem qual seu grau de participação no crime.

Por enquanto, três pessoas seguem detidas. O empresário e dono da casa Edison Brittes Júnior, apontado como principal suspeito de ter matado o jogador, sua esposa, Cristina Brittes, e sua filha, Allana Brittes.

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A prisão das duas mulheres é válida por 30 dias, prazo que pode ser prorrogado por mais 30 dias. As prisões foram determinadas pela Justiça, que tomou como base que a família estava coagindo e ameaçando testemunhas.

Outros dois suspeitos de participação no caso deverão ser ouvidos na próxima quinta-feira (8). Um deles seria namorado de Allana Brites e o outro um primo da garota.

Depoimentos da família Brittes

Nesta segunda-feira (30), a Polícia ouviu o depoimento das três pessoas que seguem presas.

Em seu depoimento, Cristina afirmou que foi atacada sexualmente pelo atleta na manhã de sábado (27). Segundo ela, Daniel teria “esfregado” seu órgão genital ereto em seu corpo. “Ela confirma que sofreu um abuso sexual, sem penetração", disse o advogado da família Claudio Dalledone Júnior.

Ele disse ainda, que Cristina, por estar sob efeito de bebida alcoólica pensou que se tratasse de um sonho e quando viu o jogador em cima dela começou a gritar. O depoimento da mulher vai ao encontro do que o marido já havia dito antes, de que o jogador teria tentado estuprar sua esposa.

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A família do jogador contesta essa versão.

Antes de ser espancado, o jogador enviou fotos para amigos deitado ao lado da mulher, que aparentemente está adormecida. No entanto, a versão dos suspeitos de que Daniel foi morto por tentar violentar a mulher de Juninho pode ser questionada, uma vez que também foram divulgadas mensagens nas quais os familiares agem normalmente após o jogador ter sido espancado e morto.

No depoimento prestado por mãe e filha surgiu um fato novo. De acordo com seus depoimentos, o jogador teria espiado uma das convidadas usando o banheiro, ela percebeu que estava sendo importunada e avisou seu namorado, que teria agredido, ou dados um “sopapos” como descreveu o advogado, no atleta.