Nesta segunda-feira (19), o advogado da primeira testemunha a depor sobre o espancamento e morte do jogador Daniel Freitas esteve na delegacia de São José dos Pinhais (PR) para entregar mensagens de texto e áudio recebidas por seu cliente e sua mãe alertando sobre ameaças.

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Temendo represálias, esta testemunha está escondida em outra cidade, fora do Paraná.

Um dos áudios foi enviado no mesmo dia em que Edison Brittes, o Juninho Riqueza, confessou ter matado o atleta. Nessa mensagem, uma pessoa que seria um amigo em comum entre Edison e a testemunha faz um alerta sobre o perigo que ela corre, afirmando que uma pessoa, ligada a Edison querendo saber dele e o aconselha a não voltar do local onde se encontra. “Nem é pra você voltar porque ele está atrás de você para te apagar”, dizia a mensagem.

Laudo apontou alto consumo de bebida alcoólica pelo jogador. (foto reprodução).
Laudo apontou alto consumo de bebida alcoólica pelo jogador. (foto reprodução).

Outra mensagem foi recebida pela mãe da testemunha e também fazia alerta sobre os perigos que a testemunha correria caso retornasse. “Falaram que estavam atrás dele uns caras mais da pesada. Então, melhor ele ficar por aí mesmo”, dizia o áudio.

Pacto

Primeira dentre todas a depor, esta testemunha esteve na casa da família Brittes e presenciou o espancamento do jogador. Dois dias depois do assassinato do atleta, ela esteve reunida em um shopping com Edison, Alana e Cristiana Brittes, além de outras pessoas que se envolveram no crime.

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No encontro, promovido por Edison, eles combinaram dar uma versão em comum para o crime e Edison disse que se o acordo fosse quebrado descobriria quem foi. Com medo, a testemunha decidiu procurar a Polícia.

Bebedeira

As comandas, como são chamadas as fichas de consumo nas casas noturnas, mostraram que a família Brittes gastou mais de três mil reais na festa que comemorou o aniversário de 18 anos da filha Allana. No total, foram gastos pela família R$ 3.182,90 entre ingressos, vodcas e energéticos.

Daniel, por sua vez, consumiu uma garrafa de uísque e cinco latas de energético, gastando R$ 380.

As fichas de consumo, além do depoimento das pessoas envolvidas e de exames feitos e o exame de necropsia no corpo atleta apontam que o alto consumo de bebida alcoólica pode ter influenciado na sequência dos fatos que levaram ao crime. O exame feito pelo Laboratório de Toxicologia do IML de Curitiba revelou que o jogador tinha 13,4 decigramas de álcool por litro de sangue.

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O médico Fábio Porto afirmou que esse teor alcoólico está próximo de provocar um desmaio em uma pessoa. Já o médico psiquiatra Primo Paganini, disse que uma pessoa nessas condições tem dificuldades de reagir a agressões ou ter ereção. “Uma pessoa com o nível muito alto não consegue fazer nada”, explica.

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