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Mais uma dia de ebulição na política do Fluminense [VIDEO]. Na manhã desta sexta-feira, foi divulgado que Fernando Setembrino, advogado de Pedro Abad, entrou com um pedido de suspensão da reunião do Conselho Deliberativo do clube na próxima quinta, na sede das Laranjeiras, quando, dentre outros assuntos, será votado o pedido de impeachment do atual presidente do Tricolor.

Segundo o defensor de Abad, há uma suposta falta de isenção da Comissão para Assuntos Disciplinares por parte de três de seus membros (Ricardo Tadeu Bessa Mattos, Paulo Horácio de Oliveira Delphim e Paulo Roberto Moura de Miranda), a qual julgou procedente o pedido de saída antecipada do mandatário por parte da oposição, além de um provável desrespeito aos prazos do processo.

Presidente do Conselho Deliberativo, Fernando Leite já foi notificado e deverá responder até a próxima segunda.

A tendência, porém, é de a reunião ser mantida. Caso isso realmente seja confirmado, Fernando Setembrino, em entrevista concedida ao Globo Esporte, não descarta ingressar na Justiça para obter êxito no seu intento.

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"São questionamentos formais, questões técnicas, que envolvem a nomeação dos conselheiros e o prazo de começo e conclusão do processo. Vamos aguardar a resposta, mas tudo pode ser levado para a Justiça. Ela nunca julgará o mérito, mas pode analisar se houve algum problema no decorrer do processo", disse o advogado.

Ao solicitar o impeachment de Abad [VIDEO], que ocorrerá se houver quórum (mais de 50% dos conselheiros aparecerem na reunião) e 2/3 dos presentes votarem a favor, a oposição alegou que o presidente causou prejuízo e cometeu gestão temerária ao futuro do Fluminense.

Em encontro promovido na quinta, membros da oposição reforçam necessidade de Abad deixar a presidência

Na noite de quinta, o grupo Tricolor de Coração, principal bloco de oposição do Fluminense, promoveu um encontro aberto aos torcedores no Edifício Argentina, localizado na Praia de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, no qual foi oficializada a união entre Celso Barros, Mário Bittencourt e Ricardo Tenório, já vislumbrando as próximas eleições.

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Ao longo de mais de três horas, Bittencourt, Tenório e Barros apresentaram projetos e não pouparam críticas à Flusócio, grupo responsável pela administração do Fluminense desde 2012. De acordo com os três, o clube está em uma situação caótica e, se o atual presidente, Pedro Abad, ama o Tricolor, conforme disse em várias ocasiões, necessita deixar o cargo imediatamente.

"Renúncia é uma coisa pessoal, teria que partir dele. No caso do impeachment, que está para ser votado, acredito que não deva dar em nada porque, politicamente ele é bem protegido dentro do conselho. Minha opinião pessoal é que ele perdeu a condição de continuar gerindo. Não conseguiu unir o clube, que as pessoas entendessem o que ele quis fazer e, infelizmente, o clube está em situação insustentável", disse Ricardo Tenório ao Net Flu.

Se Abad permanecer no cargo, as eleições para a presidência do Fluminense acontecem no final de novembro de 2019. Havendo renúncia ou impeachment, o presidente do Conselho Deliberativo, Fernando César Leite, assume e, segundo o Estatuto do clube, ocorrerá um novo pleito dentro de um prazo de 45 dias.