O jogo que era para ser lembrado como a despedida do ala Falcão do futsal profissional também será lembrado por um acontecimento bastante pitoresco. Na noite desta quinta-feira (6), no ginásio Wlamir Marques, no Parque São Jorge, em São Paulo, Corinthians e Magnus Sorocaba faziam o segundo jogo da final da Liga Paulista [VIDEO] de Futsal, quando o árbitro o árbitro Emerson Fernandes Rorato precisou deixar a partida devido a fortes dores no joelho após ser atingido por um jogador alvinegro, provocando a paralisação da partida por mais de uma hora.

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O lance que provocou a contusão do árbitro aconteceu logo aos dois minutos de bola rolando, quando, após uma dividida com o adversário na lateral da quadra, o pivô corintiano Douglas Nunes caiu por cima do árbitro, que, após atendimento médico por duas vezes, tentou seguir na partida, mas as fortes dores fizeram com ele tivesse que deixar a quadra amparado por um médico do Corinthians.

E quem apita?

Como o árbitro escalado para a partida não pode continuar, era esperado que um árbitro reserva e que estivesse de prontidão para entrar no jogo em casos como esse fosse acionado. No entanto, o regulamento da Liga Paulista não prevê esse “árbitro reserva”, com isso um novo oficial teve que ser providenciado às pressas.

Sobre quem deveria ser chamado neste caso inusitado, o presidente da Liga Paulista Laércio Graça deu uma resposta um tanto curiosa. O dirigente afirmou que em situações assim, o oficial que está na mesa, chamado de mesário, é quem deve assumir, mas ele não soube explicar se essa pessoa estaria preparada para assumir um jogo dessa importância. Caso o mesário não se sentisse preparado Garça afirmou que certamente deveria haver algum árbitro na arquibancada e que recorreria a ele, caso encontrado.

A ideia não agradou aos os times e o diretor do time de Sorocaba [VIDEO], Reinaldo Simões, rechaçou a ideia de se procurar um árbitro entre os torcedores. “Nem na várzea pegam um cara na arquibancada”, disse.

O ala Falcão, que está fazendo seu último jogo como profissional chegou a brincar com a situação. “Vamos fazer uma coisa diferente... Já que é despedida, me coloca pra apitar”, falou aos jornalistas.

A solução encontrada foi entrar em contato com um novo árbitro, porém o mesmo não estava no local do jogo e até que ele chegasse ao ginásio, as equipes tiveram que esperar mais de uma hora para que a bola começasse a rolar novamente. Felipe Ventura assumiu o apito e o jogo seguiu normalmente.