Na última segunda, surgiu a informação de uma possível falsificação da idade do lateral-direito Ernandes, que disputou uma partida da Série A pelo Ceará e 31 jogos da Série B com a camisa do Goiás. Caso tal adulteração seja comprovada, as equipes sofreriam perdas de pontos, acarretando mudanças na lista dos rebaixados e daqueles que subiriam de divisão.

Publicidade
Publicidade

Esse episódio remete a outros momentos nos quais os Campeonatos Brasileiros tiveram seus destinos traçados pela Justiça Desportiva.

O mais recente aconteceu em 2013. Ao fim da competição, Náutico (20º), Ponte Preta (19º), Vasco (18º) e Fluminense (17º) ficaram entre os clubes rebaixados à série B, mas a escalação irregular de André Santos, do Flamengo, na partida contra o Cruzeiro no sábado e, no domingo seguinte, a entrada de Héverton, também sem condições de jogo, no compromisso da Portuguesa, em casa, contra o Grêmio, ambas as partidas da última rodada daquele Brasileirão, livraram o Tricolor da Segunda Divisão e condenaram a Lusa do Canindé.

Ernandes, lateral-esquerdo do Goiás, pode causar nova confusão no futebol brasileiro (Foto: Rosiron Rodrigues)
Ernandes, lateral-esquerdo do Goiás, pode causar nova confusão no futebol brasileiro (Foto: Rosiron Rodrigues)

A equipe das Laranjeiras também havia sido beneficiada em 1996, quando, após ficar em penúltimo, acabou se livrando da Série B graças ao escândalo Ivens Mendes de manipulação de arbitragem, o qual teria favorecido o Corinthians e Atlético-PR. Na ocasião, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) cancelou o rebaixamento.

Em 1999, adulteração de documento gerou a Copa Havelange

Situação parecida a de Ernandes aconteceu no Campeonato Brasileiro de 1999.

Publicidade

Naquele certame, a descoberta de documentos com idade adulterada do jogador Sandro Hiroshi, do São Paulo, levou a Internacional e Botafogo conseguissem ganhar na Justiça Desportiva os pontos perdidos em suas partidas contra o clube paulista. Com isso, o Botafogo, que havia sido derrotado por 6 a 1, com um gol de Hiroshi, empurrou o Gama, do Distrito Federal, para a zona de rebaixamento.

Alegando prejuízo, o clube alviverde de Brasília recorreu à Justiça Comum, algo extremamente proibido pela FIFA.

Mesmo assim, a agremiação candanga obteve êxito e a CBF, diante disso, julgou-se incapaz de organizar o Brasileirão de 2000. Foi então que os grandes do futebol nacional se mobilizaram e, liderados pelo Clube dos Treze, promoveram a Copa João Havelange com quatro módulos e 116 participantes.

O principal módulo Azul com 25 clubes: os 17 da Série A do ano anterior, mais Goiás e Sana Cruz, respectivos campeões e vice da Série B de 1999, Botafogo, Gama, Juventude, que havia sido rebaixado da Primeira Divisão em 1999, Fluminense, que havia subido para a Série B em 1999, além de Bahia e América-MG, ambos rebaixados para a Série C, em 2000.

Publicidade

Leia tudo