O clima para Pedro Abad continuar como presidente do Fluminense, a cada momento, fica insustentável. Após o encerramento da partida deste domingo, em que o Tricolor, com gol de Richard, derrotou, no Maracanã, o América-MG por 1 a 0 pela rodada de encerramento do Campeonato Brasileiro, os mais de 36 mil presentes se dirigiram aos camarotes do estádio e, aos berros, pediam a renúncia do presidente do Tricolor das Laranjeiras.

A bronca, porém, não ficou apenas restrita às arquibancadas. Na saída do Maracanã, o atacante Marcos Júnior, em entrevista a diversos jornalistas, declarou que vários atletas não deverão permanecer em 2019 e aconselhou o mandatário a abandonar o cargo.

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"Para o bem dele e de sua família, Pedro Abad deveria deixar o clube", declarou o jogador.

Por conta do clima hostil que o dirigente já havia enfrentado na eliminação da Copa Sul-Americana, Abad viu o jogo em uma cabine de imprensa do Maracanã. Ele acompanhou a partida ao lado de Fabiano Camargo. No Conselho Deliberativo do Fluminense, já existe um processo de impeachment, que tem previsão de ser votado até o dia 20 de dezembro.

Com os três pontos alcançados, o Fluminense chegou aos 45, finalizou o Brasileirão no 12º lugar e, além de garantir a permanência na Série A, garantiu a vaga na próxima Copa Sul-Americana.

Em seu possível último jogo, Gum se emociona e declara amor ao Fluminense

No clube desde 2009, Gum pode ter feito, contra o América-MG, a sua última partida pelo Fluminense. Em depoimento concedido ao Premiere, da Globosat, ainda no gramado do Maracanã, o zagueiro praticamente se despediu da agremiação das Laranjeiras.

"Amei essa camisa, me entreguei mais do que eu poderia, no limite físico e mental. Guardei fé, esperança e caráter, e hoje talvez seja meu último jogo. Já me emocionei, já chorei.

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Saio hoje com sentimento de amor ao clube e dever cumprido", disse o jogador.

Em processo de renovação de contrato, Gum conquistou, nesses oito anos de Flu, dois títulos de Campeonato Brasileiro (2010 e 2012) e um de Campeonato Carioca (2012), mas se tornou ídolo de grande parte da torcida por conta do espírito luta demonstrado ao longo das partidas. Tamanha disposição deram, ao zagueiro, a alcunha de Guerreiro.

Além de Gum, os atacantes Júnior Dutra, Kayke e Marcos Júnior, os meias equatorianos Bryan Cabezas e Junior Sornoza, o lateral-esquerdo Ayrton Lucas, os volantes Aírton e Dodi e o zagueiro Paulo Ricardo podem deixar o Fluminense.