A noite desta quarta-feira (26), um dia após o Natal, pode ser decisiva para o futuro do Fluminense. Em Assembleia Geral no Salão Nobre das Laranjeiras, o presidente do clube, Pedro Abad, tentará um acordo para que as Eleições, marcadas, a princípio, para o final do próximo mês de novembro, sejam antecipadas e ocorram nos primeiros meses de 2019.

O encontro terá início a partir das 15h (de Brasília).

Além de Abad, estarão presentes 14 membros entre situação e oposição, dentre eles, Ricardo Tenório, Celso Barros e Mário Bittencourt, integrantes do Tricolor de Coração, principal grupo crítico ao trabalho da atual gestão, Cacá Cardoso, do Fluminense Unido e Forte (FUF) e ex-vice-presidente geral, Fernando César Leite, presidente do Conselho Deliberativo, e Pedro Antônio, responsável pela construção do CT da Barra, o qual leva o seu nome.

A decisão de convocar uma assembleia geral foi revelada pelo próprio Pedro Abad na última quinta após ele se livrar de um processo de impeachment. Na ocasião, o mandatário disse que tomava essa atitude para o clube reencontrar o caminho da paz e confiava no bom senso dos participantes.

"Tenho confiança de que todos vão saber dialogar para um acordo, um processo de transição calmo, sem atrapalhar o Futebol", explicou Abad.

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Oposição se divide quanto à alteração no estatuto

A reunião, contudo, promete ser agitada. Tenório, Barros e Bittencourt, juntamente com outros departamentos, são favoráveis à antecipação do pleito que definirá o novo gestor do Fluminense. Já os integrantes do FUF rechaçam qualquer possibilidade de mudança no estatuto e exigem a renúncia imediata de Pedro Abad.

Ex-vice de finanças e aliado de Cacá Cardoso, Digo Bueno acusou os prováveis adversários de estarem fazendo um conchavo político com a atual gestão para se favorecerem nas eleições.

Segundo ele, havia uma tentativa clara de golpe, pois Mário Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório seriam, na verdade, os candidatos do presidente Abad e da Flusócio, o principal grupo de apoio da situação.

Bueno também não quis dizer o nome do candidato apoiado pelo FUF, mas deixou aberta a possibilidade de haver um acordo com Pedro Antônio.

Ao tomar conhecimento das declarações de Diogo Bueno, Celso Barros, um dos citados, tratou de rechaçar e ainda deu uma cutucada, lembrando que ele e outros integrantes do seu grupo, até pouco tempo, faziam parte da atual gestão.

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