Um fato bastante inusitado e inspirador ocorreu na tarde deste último domingo (25), em partida válida pela 16ª do Campeonato Brasileiro 2019. Foi no jogo entre Vasco x São Paulo, em São Januário, que o árbitro gaúcho Anderson Daronco decidiu paralisar a partida, pedir auxílio ao técnico Vanderlei Luxemburgo e por um fim nos cantos homofóbicos provindos da torcida vascaína.

O caso chamou a atenção por se tratar da primeira vez que um árbitro do Campeonato Brasileiro tem tal atitude.

Daronco advertiu a torcida vascaína, e teve apoio do técnico da equipe cruzmaltina para interromper os cantos homofóbicos, que rapidamente mudaram de tom após o árbitro interromper o jogo.

Confira o momento em que Anderson Daronco paralisa a partida em razão dos cânticos:

'Time de veado', relata súmula

A torcida do Vasco da Gama, que então vencia o jogo por 1 a 0, começou, aos 19 minutos do segundo tempo, como forma de provocação, a proferir cânticos homofóbicos em direção à torcida visitante.

Não obstante, Daronco interrompeu o jogo, e chamou a atenção do técnico do Vasco para que o mesmo orientasse os torcedores a interromper o canto. Os gritos de "time de veado" rapidamente foram modificados, e outros cânticos passaram a ser proferidos.

Luxemburgo contou durante a coletiva sobre o episódio, e ressaltou ter sido ajudado pelo jogador Yago Pikachu. Rapidamente a torcida atendeu aos pedidos do técnico e do lateral-direito.

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"Falei para a torcida ter um pouquinho de calma", relatou Vanderlei. "Mas como eu ia falar para todo mundo parar?", questionou Luxemburgo, que ressaltou só ter pedido calma à torcida em razão de possível punição ao Vasco da Gama.

O relato em súmula feito por Daronco após a partida pode, realmente, ocasionar em expulsão à equipe cruzmaltina. No texto de relato, Daronco informou que interrompeu o jogo para avisar ao delegado da partida, os capitães e ao técnico da equipe da casa para que cantos homofóbicos fossem interrompidos.

As sanções para o caso podem levar o Vasco da Gama, inclusive, a perder pontos em razão dos cânticos proferidos pelos torcedores. Na segunda-feira (19), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) enviou ofício a árbitros e agremiações com informações a respeito de manifestações homofóbicas nos estádios.

De acordo com o documento, cânticos ou ofensas de cunho homofóbico podem render sanções punitivas aos clubes que se submeterem ao ato, com sugestões de campanhas socioeducativas para que os torcedores sejam orientados a não proferir ofensas homofóbicas, e ainda ressaltou a importância da participação dos jogadores nas campanhas, a fim de reforçar a mudança da cultura dos estádios de Futebol no Brasil.

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