Malcom mal chegou ao Zenit e já pode ser vendido pelo clube, mas não por ter recebido proposta melhor de outro clube. Ao invés disso, segundo a RIA Novosti, uma agência de notícias da Rússia, o ex-corintiano poderá deixar o clube devido a manifestações racistas de torcedores do time. O atacante brasileiro foi comprado junto ao Barcelona há apenas uma semana pelo valor de 40 milhões de euros.

Tudo começou logo no jogo de estreia de Malcom no novo clube, que aconteceu sábado (3), quando alguns ultras --maneia como são conhecidos no país torcedores considerados radicais-- estenderam uma faixa na qual estava escrita a seguinte frase: "obrigado à direção por se manter leal às nossas tradições".

Isso fazendo menção ao fato do Zenit nunca ter contratado atletas negros.

Para a agência RIA Novosti, uma fonte brasileira informou que o jogador pode ser vendido já em janeiro de 2020, já que os torcedores do time se negam a aceitá-lo. "Os torcedores do Zenit não o aceitam", disse.

Clube nega rumores de venda

Após a notícia publicada pela agência russa, diretores do Zenit publicaram um comunicado oficial no qual confirmaram a existência da faixa, mas minimizaram o ocorrido, dizendo que a mídia interpretou mal os fatos.

No comunicado o Zenit Football Club disse saber da faixa que foi revelada por um pequeno número de torcedores do time, mas diz que o significado da frase escrita foi deturpado. E devido a essas alterações de sentido, foram tiradas conclusões incorretas, sendo assim, tais afirmações não se baseiam na realidade. O clube ressalta que carrega consigo uma longa tradição de convidar para integrar o Zenit os melhores jogadores do mundo, sem levar em consideração seu passado, nacionalidade ou etnia.

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O comunicado também diz que há muito tempo o clube vem apoiando e instigando iniciativas anti-racistas e expressa seu pesar pelo mau entendimento que os meios de comunicações, tanto do país quanto do exterior, tiveram diante dos fatos. O clube diz que agora espera que tais meios de comunicações possam verificar novamente todos os fatos antes de divulgar qualquer declaração depreciativa ou até mesmo acusações.

Além disso, o comunicado ressalta ter o prazer de convidar todos aqueles que comentaram a situação para assistir a uma de suas partidas, para assim experimentarem a hospitalidade que, segundo a equipe, ficou famosa durante a Copa do Mundo de 2018 e em outras competições internacionais.

Depois de publicar o comunicado, o Zenit foi questionado em sua conta oficial do Twitter sobre o assunto pelo jornalista Leonardo Bertozzi, integrante da ESPN Brasil, e negou a venda de Malcom em janeiro, ressaltando desejar que o craque continue por muito tempo no time.

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