Quando Fernando Diniz foi demitido, o Fluminense apostou um perfil de um treinador consagrado para dirigir a equipe. Inicialmente, foram tentados Abel Braga e Dorival Júnior, mas as duas negociações acabaram fracassando e, de maneira surpreendente, a diretoria acabou acertando com Oswaldo de Oliveira, que estava livre no mercado após uma temporada no Futebol japonês. A escolha, porém, fracassou e, sete jogos depois, o técnico, na última sexta-feira, encerrava a sua terceira passagem pelas Laranjeiras.

Desde então, o Tricolor não definiu quem comandará o time.

A princípio, um novo "medalhão" foi analisado e surgiu o nome de Luís Felipe Scolari. No entanto, o temor por uma nova decepção, associado ao fato de o clube estar atravessando uma grave crise financeira, levaram o presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, o vice-geral Celso Barros e o diretor-executivo, Paulo Angioni, a mudarem a filosofia e observarem os técnicos da nova geração.

Surgiram, então, as possibilidades de Zé Ricardo, recentemente dispensado pelo Fortaleza, Lisca e Jair Ventura, ambos sem clube.

A política de baixo investimento no novo técnico cresceu ainda mais dentro dos bastidores do Fluminense após a vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio do último domingo, no Maracanã, resultado que, no momento, tirou a equipe carioca da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

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Na ocasião, o auxiliar-permanente Marcão dirigiu o time e, inclusive, há uma corrente nas Laranjeiras e entre os próprios torcedores de ele ser efetivado.

Em entrevista concedida na última terça, o meia Nenê foi perguntado sobre o assunto. Segundo o camisa 77, qualquer decisão, tomada pela diretoria, será acatada normalmente por parte do grupo.

"De qualquer maneira vamos apoiar a diretoria, a presidência.

Não temos que escolher nada. Gostamos muito do Marcão. Tanto ele ou se vier novo treinador o time está focado no que temos que fazer, trabalhar e procurar fazer o melhor dentro de campo", disse Nenê, que, no entanto, pediu para que a forma de jogar, independente de quem será o treinador, seja mantida.

"Para a gente, nas duas opções não creio que tenha diferença muito grande. Só se a filosofia de trabalho, se chegar um novo, for muito diferente do que havíamos treinando", concluiu.

Enquanto não há qualquer definição oficial da diretoria, Marcão segue no comando e prepara o Fluminense para o clássico de domingo, às 16 horas (de Brasília), no Nilton Santos, diante do Botafogo, em mais um duelo válido pelo Brasileirão.

Flu vence a Ponte Preta e segue na luta no Brasileiro Sub-20

Jogando no estádio do Primavera, em Indaiatuba (SP), na tarde de terça, o Fluminense voltou ao grupo dos oito que estariam classificados para a segunda fase do Campeonato Brasileiro Sub-20 ao vencer a Ponte Preta pelo placar de 1 a 0.

A partida foi fraca tecnicamente. Na etapa inicial, a Ponte, mesmo estando eliminada, teve as duas melhores chances, ambas em finalizações que saíram rente ao poste direito do goleiro Marcelo Pitaluga. Buscando aumentar a ofensividade da equipe no segundo tempo, o técnico do Flu, Luís Felipe Santos, colocou Jônatas para a entrada de Luís Henrique e, aos cinco minutos, acabou sendo recompensado, quando, depois de um cruzamento vindo da esquerda, a bola foi ajeitada para Martinelli, que bateu colocado para marcar o único gol do confronto.

Com o resultado, o Fluminense chegou aos 26 pontos e, para se manter no G-8 (no momento, é o oitavo colocado) da competição, torce por uma derrota do América-MG diante do Sport nesta quarta, em Belo Horizonte. Na quarta que vem, o Tricolor, a partir das 16 horas (de Brasília), recebe, nas Laranjeiras, a Chapecoense.

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