Morreu na madrugada deste sábado (25), na França, o engenheiro Ricardo Divila, aos 74 anos. Ele estava internado por conta de um AVC que sofreu há cerca de um mês. Ele chegou a voltar para casa, mas na semana passada retornou ao hospital devido a complicações e desde então se encontrava em estado grave. Além disso, também lutava contra um câncer no pâncreas.

Divila foi o projetista do primeiro carro da Copersucar, primeira e única equipe brasileira na Fórmula 1, criada pelos irmãos Fittipaldi, que foi à pista pela primeira vez em 1975. Nas redes sociais muitas pessoas ligadas ao automobilismo lamentaram o falecimento do engenheiro.

Ele não tinha filhos e deixa a esposa Krystyna.

Grande nome da engenharia brasileira

Nascido em São Paulo e formado pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), Divila desenhou os primeiro modelo da Copersucar, que carregava as iniciais FD em sua carenagem, referência aos nomes Fittipaldi e Divila, fato que ocorreu até 1979.

O projeto que nasceu da prancheta do até então engenheiro aeronáutico contavam com inovações que mais tarde seriam adotadas por outras equipes na categoria. Uma delas era o bico levantado e a outra a tomada de ar do motor.

Além de projetar o primeiro carro do time, ele também trabalhou como diretor técnico e depois da extinção do projeto, seguiu na Fórmula 1, prestando seus serviços para equipes como Ligier, Life, Minardi (atual Alpha Tauri) e Fondmetal.

Fora da Fórmula 1, mas radicado na Europa, a partir dos anos 90 desenvolveu projetos para as 24 Horas de Le Mans e a Fórmula 3000 (hoje Fórmula 2). Nos últimos tempos vinha trabalhando no programa de competições da Nissan, no Japão.

Mundo do automobilismo lamenta perda

Filho de Wilson e sobrinho de Emerson, o ex-piloto de Fórmula 1 e Fórmula Indy Christian Fittipaldi foi um dos primeiros nomes do automobilismo a usar as redes sociais para lamentar a morte de Ricardo.

"Sem palavras, meu amigo Ricardo e 'irmão' do meu pai, siga sua trajetória em paz”, escreveu.

O piloto João Paulo Oliveira, que trabalhou com Ricardo durante a época que disputou competições de Nissan, no Japão, também se manifestou por sua rede social. “Você viverá comigo sempre. Vai com Deus meu irmão, um dia nos vemos”, postou.

E não foram apenas brasileiros que prestaram homenagens, o italiano Emanuele Pirro também manifestou condolências pelas redes sociais. Ele disse que o brasileiro era uma das “grandes mentes do esporte a motor” e possuía conhecimento e cultura que iam além.

Jornalistas que cobrem automobilismo, como Lito Cavalcanti, Fábio Seixas e Thiago Alves, além do britânico Andrew Cotton, também fizeram postagens comentando sobre a morte de Ricardo Divila.

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