No próximo domingo (31), a partir das 15h45 (de Brasília), a TV Globo, dando continuidade a jogos que garantiram títulos dos grandes do Futebol brasileiro, irá reexibir o histórico duelo do dia 11 de novembro de 2012, quando o Fluminense, no Estádio Municipal de Presidente Prudente, interior de São Paulo, derrotou o Palmeiras por 3 a 2, garantindo, naquela ocasião, o quarto título de Campeonato Brasileiro de sua história. Aproveitando essa transmissão, a Blasting News relembra alguns momentos marcantes daquela inesquecível campanha para os tricolores.

Mesmo com reservas, vitória na estreia

O Fluminense de Fred, Thiago Neves, Deco, Wellington Nem e várias outras estrelas iniciou a sua trajetória naquele Brasileirão no dia 20 de maio.

No Pacaembu, tradicional estádio da cidade de São Paulo, a agremiação das Laranjeiras enfrentava o Corinthians, considerado por muitos, o maior rival do clube carioca na primeira década dos anos 2000.

Como estava disputando uma fase decisiva da Taça Libertadores, o então técnico Abel Braga optou por poupar algumas de suas principais peças. O adversário, que também disputava a mesma competição internacional, repetiu a estratégia e foi a campo com uma equipe mesclada.

Sem os quadros principais na totalidade, Fluminense e Corinthians fizeram um duelo bastante equilibrado e nível técnico apenas razoável. Até que, aos 26 minutos do segundo tempo, aproveitando córner batido pela esquerda, o zagueiro Leandro Euzébio, um dos poucos titulares escalado por Abel, subiu mais alto e testou firme, sem chances de defesa para o goleiro Cássio.

Era só o começo.

Nos Fla-Flus, Fred pegou e decidiu

A torcida do Fluminense tem vários cânticos durante os jogos da equipe das Laranjeiras ao longo das temporadas. O primeiro é "Ganhar Fla-Flu é Normal", uma espécie de alusão ao Flamengo, tradicional rival, ser, como gosta dizer os torcedores em geral, um "freguês de carteirinha".

O outro é "O Fred vai te pegar", aproveitando a música do personagem Freddy Krueger, do filme de terror norte-americano "A Hora do Pesadelo", para dizer que o ídolo Fred, seu jogador entre 2009 a 2016 e negociando o seu retorno, iria fazer gols nos adversários. Pois, em 2012, os cânticos acabaram se complementando.

Nos dois turnos daquele Brasileirão, o camisa 9 foi decisivo para o Tricolor levara melhor sobre o rival.

O duelo do primeiro turno, disputado no dia 8 de julho de 2012, teve mais uma peculiaridade: era a partida comemorativa dos cem anos de história do clássico. Mesmo em uma tarde chuvosa, um público superior a 35 mil pagantes esteve presente ao Engenhão (atual Nilton Santos), uma vez que o Maracanã estava fechado para reformas, visando a disputa da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Com um grupo mais técnico, o Fluminense, apesar de ter uma atuação bem aquém, acabou levando a melhor. Aos sete minutos, depois de falta cobrada na barreira, Thiago Neves recebeu na direita, driblou o lateral-esquerdo do Flamengo e cruzou.

Fred se antecipou e, de pé direito, mandou para o fundo das redes.

O melhor, porém estava para o Fla-Flu do segundo turno. Naquele 30 de setembro, Fred assegurou mais três pontos para o Fluminense ao finalizar, de voleio, cruzamento magistral de Deco da direita. O Flamengo chegoua perder um pênalti batido por Bottinelli e defendido por Diego Cavalieri.

Polêmica e clima de guerra contra o Atlético-MG

Apesar de, na primeira década dos anos 2000, o Corinthians ser considerado o principal adversário, naquele Brasileiro, o grande rival do Fluminense, na luta pelo título, foi o Atlético-MG e os dois confrontos foram recheados de polêmica e de clima de guerra.

No primeiro turno, dia 29 de julho, o Flu, então vice-líder, recebeu time mineiro, que contava com a estrela Ronaldinho Gaúcho, no Engenhão.

Muita marcação e o clássico não saiu do 0 a 0. O Tricolor, porém deixou o gramado se queixando de um gol mal anulado de Fred. O centroavante, de maneira equivocada, foi taxado em impedimento.

No returno, com as posições invertidas, ambos se reencontraram em uma Arena Independência, em Belo Horizonte, totalmente lotada. O Atlético-MG dominou totalmente o primeiro tempo e reclamou de um gol anulado de Ronaldinho Gaúcho. No segundo tempo, o Fluminense abriu o placar com Wellington Nem. O Galo, com dois gols de Jô, virou a partida. Fred, aproveitando bela jogada de Carlinhos pela esquerda, igualou o confronto, mas, nos acréscimos, depois de belo lançamento de Ronaldinho Gaúcho, Leonardo Silva subiu muito e testou firme para dar a vitória ao time da casa.

Era 21 de outubro de 2012 e a esperança de retomar o primeiro lugar crescia por parte da torcida do Atlético-MG. No Flu, porém, o sentimento é que tudo estava sob controle.

Em solo paulista, a consagração definitiva

Apesar do tropeço na capital de Minas Gerais, o Fluminense seguiu firme e entrou no gramado do Estádio Municpal de Presidente Prudente, chamado popularmente de Prudentão, necessitando vencer o Palmeiras, então ameaçado pelo rebaixamento, para, com quatro rodadas de antecedência, garantir o tetracampeonato brasileiro.

Quando a bola rolou, o Tricolor, bem superior, tentava controlar a partida. O Alviverde só ameaçava em lances de bolas aéreas. O domínio carioca foi recompensado no final do primeiro tempo.

Depois de bela trama, Wellington Nem chutou firme. Bruno espalmou, mas, no rebote, Fred, comprovando o seu faro de artilheiro, mandou para o fundo das redes.

Veio a segunda etapa e, logo no início, Fred avançou pela direita e cruzou. A bola tocou no zagueiro Maurício Ramos e encobriu o goleiro Bruno: Flu 2 a 0.

Por conta da vantagem no placar e sabedor da sua maior categoria, o Fluminense acabou relaxando e permitiu que o Palmeiras, com Hernan Barcos e Patrick Vieira, igualassem a partida.

Paralelamente ao jogo de Presidente Prudente, aconteciam os demais jogos da rodada e, em São Januário, o Vasco conseguiu empatar com o Atlético-MG por 1 a 1. Diante desse resultado no Rio de Janeiro, o Fluminense, se marcasse mais um gol, carimbaria o título já naquele 11 de novembro.

Tudo levava a crer, porém, que isso não aconteceria. Até que, aos 43 minutos, Jean avança pela direita, vê Fred livre na marca do pênalti e apenas serve. Como um autêntico camisa 9, o craque daquele Brasileirão deu um petardo firme.Era o gol que celebrava a justiça de um elenco que, até os dias atuais, não sai dos corações da torcida do clube das Laranjeiras: Fluminense tetracampeão brasileiro.

Time-base daquele inesquecível Fluminense: Diego Cavalieri, Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco e Thiago Neves; Fred e Wellington Nem. Também se destacaram nessa campanha, Rafael Sóbis Valência, Wallace (lateral-direito), Samuel (atacante), Wagner (meia) e Thaigo Carleto (lateral-esquerdo).

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