Com gols de Willian Matheus (contra), Deyverson e Breno Lopes, o Palmeiras venceu o Juventude nesta quarta-feira (16) em jogo válido pela 4ª rodada do Brasileirão. A vitória, mais do que aproximar o time da G4, dissipa as críticas que de torcedores e jornalistas fazem a qualidade do técnico Abel Ferreira, que vem tendo seu cargo questionado devido à série de resultados ruins obtidos pela equipe. Só nesta temporada, o atual campeão da Libertadores e da Copa do Brasil já perdeu 3 finais disputadas (respectivamente para Flamengo, Defensa y Justicia e São Paulo) e ainda foi eliminado precocemente na Copa do Brasil pelo CRB.

Falta de contratações aborrece o técnico

Além de resultados ruins, o time de Abel não vem convencendo em campo, adotado uma postura retranqueira e tendo péssimo aproveitamento em disputas de pênaltis. No entanto, o português já manifestou sua insatisfação com a diretoria do Palmeiras, que não vem fazendo contratação de nenhum jogador pedido por ele. Desde o começo da temporada, o time paulista só contratou o volante Danilo Barbosa; e também repatriou o ídolo Dudu, Deyverson e o lateral Victor Luis.

Em abril desse ano, após o primeiro jogo da Recopa Sul-Americana contra o defensor y justiça, Abel declarou ter se cansado de pedir contratações e não ter atendido.

"Eu falo português e sou muito claro no que digo.

Acho que já fui muito claro em relação a isso. Não vou tocar mais na tecla, porque minha função é olhar para os jogadores que tenho e foram esses que nos ajudaram a ganhar", disse ele.

Presidente abre o jogo

Antes do jogo contra o Juventude, o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, em entrevista para a Rádio 9 de Julho, esclareceu o assunto das contrações.

Em tom realista, Galiotte disse que a situação financeira do clube é crítica e que parte do dinheiro para contratações está sendo destinado a pagar uma dívida de 2012 adquirida com a contratação do atleta Wesley. Ainda salientou que qualquer contratação deve ser estudada, identificar as carências técnicas e dessa análise busca na base jogadores que suprem essa demanda e caso não haja, aí sim partir para o mercado da bola.

"O fato é que contratar não é tão simples. Precisamos de algumas avaliações", disse.

A postura austera do presidente contrasta com os altos investimentos que o time fez em jogadores que não deram resultado para a equipe, como os atacantes Borja, Carlos Eduardo e Deyverson, comprados a preço de ouro pela quantia de, respectivamente, R$ 33 milhões, R$ 25,2 milhões e R$ 18,5 milhões. Sem contar os jogadores que ainda estão na equipe recebendo um salário milionário e não entregando nada em campo, como Lucas Lima e Zé Rafael.

Galiotte também comentou sobre a crise financeira do time causa pela pandemia do coronavírus e que a diretoria estuda a venda de pelo menos dois atletas para equilibrar as contas.

Gabriel Veron, Gabriel Menino, Patrick de Paula, Danilo e Renan são os mais cotados para deixar o clube assim que a janela europeia abrir.