Deveríamos questionar nossas velhas convicções, masquestionamos o mundo que não muda.

Deveríamos ser humildes nas nossas ações, mas cansamos dedizer que não somos orgulhosos quando agimos ao contrário.

Deveríamos mostrar às pessoas aquilo que somos, mas fingimosser aquilo que não somos.

Deveríamos perdoar quem nos ofendeu, mas fazemos questão empagar o mal com o mal.

Deveríamos ser tolerantes com as opiniões contrárias àsnossas, mas somos intolerantes e desejamos que a nossa opinião prevaleça.

Deveríamos exercer nossas atividades por amor, masexercemo-las por dinheiro.

Deveríamos ser esperançosos, mas curvamos na desesperança.

Deveríamos ser ricos em ideais, mas desejamos a fortunamaterial.

Deveríamos procurar estar com os amigos, mas nos fechamos nomundo particular.

Deveríamos preocupar-se mais com os sofrimentos alheios, masolhamos exclusivamente para os nossos.

Deveríamos ser verdadeiros quanto ao opinar, quando nossasopiniões são simplesmente para agradar.

Deveríamos lutar pelos nossos bens materiais, quandodesejamos os bens do outro.

Deveríamos olhar para os nossos defeitos, quando apontamosos defeitos alheios.

Deveríamos ser pontuais, mas somos os últimos que chegamos.

Deveríamos contagiar a todos com nossa alegria, mas fechamosa cara.

Deveríamos gastar conforme ganhamos, mas gastamos mais doque recebemos.

Deveríamos buscar os interesses alheios, mas buscamos osnossos.

Deveríamos servir, mas desejamos ser servidos.

Deveríamos amar, mas queremos ser amados.

Enfim, não podemos questionar se não somos felizes.

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