Nessa quarta-feira (30), o estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que será publicado no 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelou que a capital mais violenta do país é Fortaleza. O índice é de 77,3 mortes por 100 mil habitantes, em números absolutos, foram 1.989 mortes no ano de 2014. Dentre os crimes mais cometidos pelo estudo foram: homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios.

O nordeste como todo tem dados preocupantes. Entre os cinco primeiros do ranking estão capitais nordestinas, são elas: Em primeiro vem a capital cearense, Fortaleza com o índice de 77,3, seguida de Maceió - AL (69,5), São Luís – MA (69,1), Natal – RN (65,9) e em 5º lugar, João Pessoa – PB, com índice de 61,6 mortes por 100 mil habitantes.

Infelizmente é um ranking onde ninguém gostaria de estar.

O estudo revelou que em 2014 o Brasil teve um gasto bastante expressivo nessa área. Foram gastos um total de 67,3 bilhões de reais, cerca de 17% a mais do que foi gasto no ano de 2013. Porém esse aumento de gasto não mostra uma correlação direta entre o aumento dos investimentos e a diminuição de dos crimes.

O Brasil gasta em segurança pública o mesmo que países de desenvolvidos, como a Alemanha, França e dentre outros gastam nessa mesma área, ou seja, esse investimento não está refletindo em eficiência ou em melhorias. Segundo a OMS, todas as capitais do Brasil podem ser considerados locais de zonas endêmicas de Violência, isso porque todas as capitais ficaram acima do índice de 10 mortes por 100 mil habitantes.

Uma das causas é a má gestão do dinheiro e outro fato, também citado como causa da não diminuição da violência no Brasil é a falta de trabalho em conjunto das polícias, que muitas vezes não compartilham informações, tornando o trabalho caro e pesado.

A SSPDS - Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará, afirmou que os crimes violentos no estado pararam de crescer no estado nesse ano, crimes como homicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios não apresentaram aumentos.

A secretaria deve isso a um projeto que foi lançado em 2014, o programa em Defesa da Vida, que tem como objetivo integrar todo o estado Ceará em um Sistema de Segurança em conjunto.

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