O Banco do Brasil anunciou ontem o fechamento de 402 agências e a demissão "voluntária" de milhares de trabalhadores concursados. Segundo a estatal, a reestruturação tem como objetivo tornar o banco mais competitivo frente a outros privados de mesmo porte, como o Bradesco e o Santander. O BB poderá economizar quase R$ 4 bilhões com a decisão, mas à custa de prejuízos para o povo brasileiro que perderá acesso mais fácil aos serviços. Não é demais lembrar que quase todos os brasileiros têm alguma relação com os dois bancos estatais - além do BB, a Caixa.

No Ceará, sete agências serão fechadas, todas em Fortaleza: 3471 (Av. Mons. Tabosa), 3647 (Santos Dumont), 4438 (Ministério da Saúde), 4440 (DNOCS), 4441 (Ministério da Fazenda), 4465 (Aeroporto Internacional Pinto Martins) e 5049 (Lagoa de Messejana).

Gestão para 2017

Segundo a gestão do BB, as medidas fazem parte de um novo processo para 2017, que visa expandir o atendimento digital. A expectativa é de reduzir 9,3 mil vagas na estrutura. A alegação é de que em 2015, cerca de 60% das transações foram realizadas de forma online.

Além destas medidas, o banco deverá ainda oferecer a possibilidade de redução da carga horária de trabalho de 40 para 30 horas semanais, com redução de salário de pouco mais de 16%.

Segundo Paulo Cafarelli, presidente da instituição, o banco tomou o cuidado de não fechar agências em cidades pequenas, onde, às vezes, só há uma agência bancária.

Os funcionários que optarem pela demissão voluntária serão gratificados de acordo com o seu tempo de serviço.

Polêmica

A decisão da gestão do banco causou polêmica nas redes sociais, onde usuários criticaram a redução no atendimento.

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Michel Temer Política

Quem também não gostou da notícia foi o sindicato dos funcionários do banco. “O banco está reduzindo principalmente onde precisa de gente para atender aos clientes”, disse um representante da Contraf, ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores). As críticas foram direcionadas ao governo Michel Temer, que desde que assumiu tem tomado uma postura de redução de serviços públicos.

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