Com os grupos do mundial de 2018 formados e os adversários definidos, a seleção do técnico Tite já sabe o caminho que deverá trilhar rumo ao hexa, ao menos na primeira fase. E quem pretende acompanhar a jornada dos canarinhos nas gélidas planícies russas terá bastante chão pela frente....

Como a cartolagem da CBF optou por hospedar a seleção em uma base fixa na cidade de Sochi, a amarelinha deverá percorrer aproximados 7.387km do centro de treinamento aos locais dos jogos da primeira fase da Copa.

Confira o calendário:

O Brasil estreia em 17 junho, às 15:00 (horário de Brasília), contra a tradicional retranca dos suíços na cidade de Rostov on Don.

Cinco dias depois, 22 de junho, entrará em campo às 09:00 da matina no Kaliningrad Stadium, em São Petersburgo, para encarar uma velha conhecida: a seleção da Costa Rica. Em cinco participações na Copa, está será a terceira vez que os costarriquenhos disputarão pontos no grupo do Brasil.

Por fim, em 27 de junho, às 15:00, na capital Moscou, o duelo, em teoria, mais difícil: a Sérvia.

E o que há pra fazer nessas cidades nesses intervalos de 5 dias que separam os jogos de nossos atletas?

Abaixo vão algumas dicas.

Sochi

Local da sede fixa da seleção, a boa notícia para quem não curte muito o frio e mesmo assim pretende enfrentar os termômetros congelados da nação europeia é que Sochi situa-se na região extremo sul da Rússia, sendo mais agradável em termos de temperatura ambiente (e foi um dos motivos da comissão técnica ter escolhido a cidade para hospedar os selecionados): no verão, época que transcorrerá o mundial, a média chega a 32°C durante o dia e 26°C a noite.

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Turismo

Bem suportável, não?

Outro aspecto positivo é a infraestrutura do município que, nos últimos anos, passou por grandes transformações, recebeu altos investimentos revitalizando o setor hoteleiro e a infraestrutura da cidade como um todo. Porque além de ser uma das sedes do torneio esportivo mais prestigiado do mundo foi palco, em 2014, das Olimpíadas de Inverno e costuma receber milhares de fãs do automobilismo por sediar a etapa da Rússia na F1.

Fica de aviso que o local provavelmente proporcionará oportunidades para belas fotos e selfies. Por ficar entre o mar negro e as montanhas do Cáucaso, não será difícil observar a vegetação litorânea nos calçadões de um lado e a neve infinita cobrindo os rochedos no outro.

Diferente de outras cidades, as Olimpíadas deixou um bom legado, e se você for do tipo que gosta de adrenalina ou não consegue conter a curiosidade, encontrará facilmente locais para a prática de esqui alpino, freestyle e snowboarding.

A estação de Rosa Khutor é a mais indicada.

Mas se prefere roteiro menos agitado, a arquitetura das igrejas ortodoxas são sempre um atrativo na Rússia e estão espalhados no país inteiro, e em Sochi não é diferente. No distrito de Adler, destacam-se as construções da Santíssima Trindade e do Espírito Santo. No local também se encontra outras atrações como o Parque Riviera de Sochi que exibe um espetáculo aquático envolvendo golfinhos (o maior em toda Rússia) e um aquário onde as orcas recebem os maiores holofotes.

Para os de gosto mais histórico, o município abriga a casa de veraneio de Stalin, onde costumava se divertir com os oficiais do alto escalão em partidas de bilhar. Nos arredores da cidade, fica a vila de Dagomys, local onde o último czar costumava-se estabelecer-se por longos períodos antes da revolução de 1917.

Rostov on Don

O palco da partida onde esperamos superar o ferrolho suíço fica a 200km de Moscou (cuidado para não confundi-la com Rostov Veliki ou Rostov Grande, cidades com nomes parecidos) e também é conhecida por ser amena no inverno e calorenta no verão.

Uma de suas marcas é a abundância do verde notado nas ruas e praças arborizadas e nas variadas opções de parques para se fazer um piquenique em família. O acesso é facilitado por abrigar um grande aeroporto com voos nacionais e internacionais. É um importante centro comercial que o coloca como o 3º centro mais importante na Rússia em termos de transações comerciais, o que significa que será fácil encontrar lojas com souvenirs e diversos produtos para levar de lembrança.

Faz-se obrigatório conhecer o Kremlin de Rostov, uma maravilha arquitetônica que está na fila de espera para entrar na lista de patrimônio cultural da humanidade organizada pela Unesco.

Construído entre 1670 e 1683, a fortaleza reúne 14 monumentos de diferentes épocas, permitindo observar o desenvolvimento da arquitetura ortodoxa com o passar das épocas. A catedral de Uspenski, que ostenta nada mais que 5 cúpulas, abriga o corpo do fundador da engenhosidade, o metropolita (figura eclesiástica de posição intermediária na hierarquia religiosa, entre o patriarca e os arcebispos) Iona Sissoioevicth.

O H2O Aquapark é um ótimo, como o nome sugere, parque aquático com piscinas aquecidas, de temperatura ambiente, com ondas, saunas e spas.

As crianças deverão gostar de uma piscina separada com um navio pirata a espera por divertidas invasões.

Para um passeio tranquilo sob clima bucólico, seja a pé ou de bicicleta, incrementado por documentação histórica, o Aviator’s Park é uma ótima opção. Normalmente vazio e repleto de monumentos que fazem reverência aos heroicos aviadores soviéticos que combateram as tropas nazistas na segunda guerra. Localiza-se próximo a bares e restaurantes, o que pode ser um desfecho perfeito para uma caminhada agradavelmente exaustiva.

São Petersburgo

No embate contra a Costa Rica, já não haverá moleza quanto o clima: São Petersburgo fica no cruzamento do rio Neva com o golfo da Finlândia no mar báltico, sendo cortada por diversos canais, por isso, apelidada de 'Veneza do norte'. O clima é predominantemente úmido com temperatura média de 17°C no verão.

É a segunda maior cidade em termos de importância, rivalizando com a capital Moscou. Também já foi capital em períodos anteriores, com o último sendo encerrado abruptamente pela Revolução Bolchevique de 1917.

Foi fundada por Pedro, o Grande, com a intenção de ser “uma janela para o ocidente”, ou seja, aproximar a Rússia do que de mais moderno era produzido no mundo ocidental. Desse modo, o estilo de vida dos moradores é muito semelhante com o que se está habituado por aqui.

Por ser a cidade localizada mais ao norte de todo o planeta, durante o verão ocorre o fenômeno conhecido como 'Noites Brancas', em que por alguns dias, o período noturno é marcado por claridade incomum, gerando a sensação de 'tarde interminável'.

Essa fase do ano é comemorada com os festivais das Noites Brancas, onde as pessoas se reúnem, cantam, dançam, declamam versos e estouram fogos de artifício.

Um bom programa é caminhar as margens do rio Neva e navegar de barco por sua extensão para registrar o melhor, como de praxe na Rússia, da arquitetura como o da fortaleza de Pedro e Paulo, da Ponte da Trindade, do Palácio do Inverno e do Almirantado.

Parada obrigatória é na Avenida Nevski, principal via da metrópole. É repleta de prédios históricos, centros comerciais, além de ser marca registrada da vida noturna da urbe.

Outro local indispensável é o museu Hermitage, dono da maior coleção de quadros do mundo, algo em torno de 3 milhões de peças, e de uma exuberância palaciana encantadora que já vale a visita mesmo se não tiver muito tempo de conferir o seu grandioso acervo.

Moscou

É natural que o centro mais importante e famoso do país sede da Copa esteja reservado para a partida que mais tem condições de apresentar um bom jogo de futebol, dentro do grupo da seleção, pela disparidade técnica entre as duas equipes, Brasil e Sérvia, não ser tão grande, se comparada com o nível dos outros rivais, ainda que seja considerável.

O clima é semelhante ao de São Petersburgo, mas está mais próxima em estética com Rostov por apresentar diversas áreas verdes. Passado e presente dividem o espaço com as regiões centrais abrigando os prédios históricos da época do czarismo e as zonas periféricas ostentando gigantescos conjuntos habitacionais modernos.

Em cada quarteirão, praticamente (sério, são milhares espalhadas pela cidade), se encontra uma igreja, mesquita com traços arquitetônicos impressionantes. A mais famosa (e impressionante) é o convento Novodevichy.

Mas claro que não se deve deixar passar a oportunidade de visitar os grandes cartões postais não só da metrópole, mas como do país: A Praça Vermelha e o Kremlin.

A praça reúne uma constelação de monumentos como a estátua dos heróis da resistência contra os invasores poloneses em 1612, Minin e Pozharski, o mausoléu de Lenin (cujo corpo se encontra embalsamado), o museu Histórico Estatal e a catedral de São Basílio.

Já o Kremlin é um conjunto de edifícios do governo junto a diversas igrejas, catedrais, museus e palácios. Abriga o maior canhão do mundo, o Canhão do Czar, e o maior sino do mundo, o Sino do Czar. É também local de eventos públicos e espetáculos de balé. E fica do lado da Praça Vermelha.

Falando em balé, o teatro Bolshoi lembra alguma coisa? Pois é, também fica pertinho da Praça Vermelha.

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