O sítio arqueológico de Tulum. O México é um país muito requisitado na hora de escolher o destino de férias ou de lua de mel e por vários bons motivos. Sabemos que o povo maia também detém uma riqueza cultural enorme e se abrigaram em lugares de paisagens exuberantes e fenômenos únicos no mundo.

Minha expedição, dessa vez, me levou à Tulum, um sítio arqueológico de uma antiga cidade maia murada, localizada na Península de Yucatán. Tulum se difere bastante do vizinho famoso e rico Cancún, que é cheio de resorts all-inclusive.

Aqui você será cativado pelo charme rústico e pela atmosfera pitoresca. Tulum ficou conhecida mais pelas suas ruínas, mas não deixa a desejar em nada no quesito praia. Areia branca e uma água azul turquesa lhe esperam para um mergulho depois de apreciar as pirâmides e relíquias maias.

Cenotes

Um dos pontos centrais de minha viagem era conhecer alguns dos milhares de cenotes [VIDEO]que se encontram nessa região, 9.000 já foram catalogados até o momento, mas muitos ainda seguem desconhecidos e escondidos em meio a selva densa.

A palavra Cenote veio do dialeto maia e significa "portal para o submundo". Esses poços eram considerados lugares sagrados. Eram a maior fonte de água doce do povo e local para os rituais e sacrifícios dos maias.

Alguns desses cenotes se encontram a céu aberto e são de fácil visitação, outros em cavernas de difícil acesso, mas todos de beleza incrível, particularidades únicas e uma água tão cristalina que é possível enxergar metros abaixo da superfície.

Nesta viagem, destaco um destes que conheci, o Angelita, no qual acontece um fenômeno muito raro e faz parecer que se trata de um rio submerso.

A dolina em que se encontra surgiu há mais de 6.500 anos e estima-se que existe aproximadamente 500 km de canais interligados e cavernas compondo este ecossistema.

Um dos fatores que causa a ilusão de haver um rio lá no fundo é a presença do sulfeto de hidrogênio, que somado a um fenômeno chamado haloclina, no qual a diferença de salinidade e temperatura das águas formam camadas distintas. Por causa da variação de densidade, as águas não se misturam. Para quem visita, parece estar mergulhando dentro de um rio dentro de uma gruta.

Museu Musa

Também não posso deixar de falar sobre uma parada obrigatória para quem vai a região de Cancun, o Musa. O museu foi criado em 2009 e conta com mais de 500 esculturas permanentes de tamanho real, todas no fundo do oceano. O escultor é Jaison deCaires Taylor, que com suas esculturas questiona de uma maneira fantástica alguns problemas atuais do mundo.

A exposição inusitada mostra a interação entre arte e meio ambiente. O material do qual são feitas as esculturas não polui o mar. Pelo contrário, é favorável ao crescimento dos recifes de corais.

Dessa forma, preserva a natureza e cria um turismo mais sustentável e positivo para o oceano. Para conhecer as esculturas de perto, há vários tipos de mergulho e passeios disponíveis, mas para quem não curte agua salgada, há janelas para dentro do mar que permitem avistar as esculturas sem se molhar.

O lado do Atlântico do México é simplesmente lindo, lar de um dos mares mais belos e culturalmente muito rico. Pode ser um destino para os que querem descansar a aproveitar as praias, mas também para aqueles que procuram aventura e ação.

Quem quiser mergulhar comigo no cenote pode procurar no site da Rede Globo a reportagem que fiz para o Fantástico desse mergulho que foi um dos mais surreais da minha vida.

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