A Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (DEAAI) do estado do Amazonas autuou, em flagrante, um adolescente de 16 anos por ato infracional análogo ao crime de estupro praticado contra uma adolescente também de 16 anos de idade. De acordo com a DEAAI, o acusado gravou todo o ato e, em seguida, espalhou o vídeo na Escola onde ela estuda, em Manaus, e compartilhou por meio de redes sociais.

O adolescente foi apreendido nessa quarta-feira (23) pela Polícia Civil que o encaminhou à Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais onde foi autuado ainda na quarta. De acordo com a polícia, o crime aconteceu na tarde da última segunda-feira (21), em um ponto abandonado da Rua Mendelévio, no bairro Vila da Prata.

Todo o ato foi registrado pelo adolescente por meio de um aparelho celular.

No dia seguinte, na terça, amigos do acusado tiveram acesso ao vídeo que mostravam a adolescente sem roupa e o ato sexual. O vídeo foi parar na Escola Municipal Professor Joaquim Gonzaga Pinheiro, no bairro Vila da Prata, onde a vítima estuda. Rapidamente as imagens ganharam repercussão e o conhecimento de professores. Estes manifestaram imediata indignação.

Revoltado com o caso, um pedagogo da escola acionou a 21ª Companhia Interativa Comunitária (CIC) da Polícia Militar informando o estupro.

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Polícia Escola

Os policiais apreenderam o menor que foi, imediatamente, encaminhado à Delegacia Especializada. Na DEAAI o estudante confirmou que ter tido relações sexuais com a adolescente de 16 anos e que gravou todo o ato. De acordo com a polícia, ele também confessou ter mostrado o vídeo a amigos e compartilhado em redes sociais.

Mesmo com a confissão, a jovem foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e conjunção carnal.

E a situação pode ficar ainda mais complicada para o o acusado porque existe a informação de que a vítima apresenta sinais de deficiência mental, o que não foi confirmado até o momento da publicação desta reportagem.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Manaus manifestou-se nesta quinta-feira (24), por meio de Nota Oficial. De acordo com a nota, a Semed vai prestar apoio psicológico à vítima e à família dela e intensificar um trabalho de conscientização de estudantes para evitar compartilhamento de vídeos semelhantes.

A Semed enfatiza que o estupro ocorreu fora da Escola Municipal Professor Joaquim Gonzaga Pinheiro e o acusado não é aluno da instituição . Além do ato infracional análogo ao crime de estupro, o adolescente vai responder por ter filmado, armazenado e compartilhado cenas pornográficas envolvendo a adolescente.

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