De acordo com o International Business Times, um legislador indiano do Partido Nacionalista Hindu, Sakshi Maharaj, prometeu sentença de morte a qualquer hindu que se converta ao Cristianismo. "Será aprovada uma lei no Parlamento em que qualquer um que for pego em morte de gado e conversão (ao Cristianismo) será punido com sentença de morte", disse o parlamentar. De acordo com o mesmo, indianos praticantes de qualquer Religião que se convertam ao hinduísmo não serão punidos.

É interessante ressaltar que, embora não declarado explicitamente pelo parlamentar, ficou muito claro em sua mensagem, pela não citação de outras religiões, que sua grande preocupação concentra-se especificamente no Cristianismo. Em paralelo ao empreendimento de Maharaj, há vários relatos de grupos nacionalistas hindus em tentativas de reconversão forçada de cristãos. Somente cristãos!

Dado que 80% dos indianos são praticantes do Hinduísmo e 15 % são muçulmanos, fica difícil entender qual seria a razão de medidas tão enérgicas contra o Cristianismo, que disputa os 5% restantes da população, ainda mais num país de reconhecida tolerância religiosa.

Acrescente-se a isso o fato de nunca ter sido registrado nenhum ato terrorista por parte dos cristãos na Índia, notoriamente pacíficos e discretos, o que elimina qualquer justificativa de segurança civil ou nacional.

Não faz muito tempo, o Islã declarou o Cristianismo como seu inimigo número um, promovendo massacres de cristãos em larga escala. Ao que tudo indica, a exemplo do Islã, grupos radicais hindus agora começam a combater a fé cristã, diferenciando-se em metodologia na busca por respaldo do governo atual.

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Religião

A pergunta: Por quê? Qual é a grande ameaça contida no Cristianismo? Na Bíblia, em Mateus 24:9 está escrito: "Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome." Para alguns adeptos da religião, isso é claramente o cumprimento da profecia bíblica, enquanto para outros não passa de uma coincidente agitação político-religiosa.

A conclusão fica a encargo dos leitores.

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