Em sua coluna do dia 11 defevereiro do prestigiado jornal japonês Sankei Shinbun, a escritora Ayako Sanofez uma declaração que chocou a mídia internacional. “Em relação ao problema daredução da mão-de-obra no Japão, eu acho que o país deve sim aceitar osimigrantes, mas fazer com que eles morem separados, divididos por raça.” E ainda disse mais: “Desde que conheci arealidade da África do Sul há 20, 30 anos, eu passei a achar que, tratando-se demoradia, o melhor seria separar brancos, asiáticos e negros.”

Ayako ainda teve a coragemde citar um caso ocorrido na África do Sul após a abolição do apartheid.Segundo ela, uma família inteira de negros passou a morar em um prédio ondemoravam brancos e a água do local acabou, abalando a convivência e fazendo comque os brancos fugissem dali. “Negócios, pesquisas, esportes. Tudo isso o serhumano consegue fazer em parceria, mas morar, é melhor que seja separado”,insistiu a escritora.

Sua coluna contendo taisdeclarações foi alvo de críticas ferrenhas no Twitter. “Ayako Sano está incluídana seção de intelectuais do jornal.

Já que ela quer tanto que as pessoas moremseparadas, já pode começar por siprópria, montando um bairro só seu”, disse um membro da rede social. “Há 30 anos ela escreveu umartigo do mesmo padrão o qual foi um grande problema. Parece algo atéretrógrado. Quando eu era estudante ,nunca vi um artigo tão preconceituosoescrito por uma pessoa a qual é considerada uma intelectual”, escreveu outro.

Apesar de ter recebido muitos comentários rechaçando o artigo, háalgumas pessoas que parecem concordar com a escritora: "Ao ler o artigo da Sra.

Ayako Sono, eu me lembrei de uma estóriaenvolvendo os chineses que usam os corredores do prédio e as escadas exatamentecomo se fosse um banheiro. Mesmo sendo seres humanos idênticos, não há comopessoas culturalmente incompatíveis conviverem. O Japão deve abdicar destapolítica imigratória e manter-se firme como a nação de uma só raça.”

O Japão sofrecom a falta de mão-de-obra e, sobretudo, com as baixíssimas taxas de natalidade, as quais preocupam a nação. Para isso, políticas imigratórias têm sidoconsideradas pelo governo para reverter o quadro. Mas será que o país está preparadopara tal mudança? Creio que já sabemos a resposta.

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